Os juros futuros deram o maior salto em anos na segunda-feira 26. O contrato de DI para janeiro de 2027 subiu para 13,774%. O de 2031 bateu 15,72% e o de 2035 foi a 15,375%. Na prática, o mercado passou a precificar Selic perto de 15,5% em maio do ano que vem, num país que já convive com juros básicos de 13,75% ao ano e inflação em 4,58%. Isso quer dizer que o dinheiro vai continuar caro por muito mais tempo do que se esperava.
Para você, isso não é abstração: é a parcela do imóvel que não cabe no orçamento, o consignado que encarece, o cartão que rola a dívida a patamares obscenos, o empréstimo da empresa onde você trabalha que some do balanço, o investimento que ela não faz e a vaga que não abre. A disparada foi tamanha que o Tesouro Nacional precisou recomprar mais de R$ 14 bilhões em títulos públicos, em duas intervenções, só para tentar segurar o mercado. Ninguém faz isso por prazer. O recado dos investidores é um só: enquanto o governo não mostrar de onde sai o corte de gasto, o Brasil paga mais caro para se financiar, e quem paga a conta no fim é o cidadão que nunca pediu um empréstimo a juro nenhum.
Olha a conta na sua vida: o juro alto te protege, porque rende mais na renda fixa, ou te afunda, porque sua dívida dispara? Conta aqui qual dos dois é o seu caso. E se você quer entender juro sem economês, siga o Jornal dos Bairros: a gente acompanha o mercado pensando na sua parcela.
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