quarta, 07 de outubro de 2026
30/09/2026

Brasil é 2º em inovação na América Latina, mas enfrenta gargalos no setor produtivo


O Brasil manteve a 2ª posição entre as economias mais inovadoras da América Latina e Caribe, segundo o Índice Global de Inovação (IGI) 2026. O país deixou atrás apenas do Chile e segue como o único da região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, condição mantida pelo sexto ano consecutivo. O estudo atribui destaque ao tamanho do mercado brasileiro e a pontos fortes em ciência, empreendedorismo e ativos intangíveis.     

Para a indústria, porém, o relatório aponta desafios na transformação desse conhecimento em resultados produtivos em maior escala. O Brasil ocupa a 90ª posição em colaboração em pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre universidades e empresas, enquanto o P&D realizado pelo setor privado aparece em 36º lugar. 

O diagnóstico converge com temas que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocou no centro do documento "Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis". Entre as prioridades apresentadas pela entidade estão inovação e tecnologia, formação de talentos, aumento da produtividade, fortalecimento da política industrial e melhoria do ambiente de negócios, com foco na competitividade e no desenvolvimento produtivo do país. 

Acesse na íntegra o Índice Global de Inovação 2026.

Na posição global, o Brasil caiu uma colocação e passou a ocupar o 53º lugar entre 139 economias avaliadas pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Ainda assim, o estudo coloca o país ao lado de Arábia Saudita, Catar, Maurício, Jordânia e Bahrein entre as economias atualmente posicionadas no top 70 do ranking que mais avançaram desde 2019.   

Outro destaque é o desempenho nos resultados de inovação, superior ao registrado nos insumos dessa área. O país está na 50ª posição em outputs, mesma colocação de 2025, enquanto aparece em 66º lugar em inputs, ante o 63º no ano passado.      

Na prática, o Brasil está mais bem colocado nos indicadores que medem os resultados gerados pela inovação, como conhecimento, tecnologia e resultados criativos, do que naqueles que avaliam as condições para inovar, como instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado e empresarial.    

Sofisticação empresarial e setor produtivo 
O relatório destaca que o Brasil reúne a base de ciência e pesquisa e desenvolvimento (P&D) mais ampla da América Latina, combinada a pontos fortes em marcas e operações de venture capital em estágio avançado. Segundo a OMPI, esse ecossistema é ancorado por São Paulo, único cluster brasileiro entre os 100 principais polos de inovação do mundo.

Na categoria de sofisticação empresarial, o país ocupa a 42ª posição, resultado melhor do que sua colocação geral no ranking. O indicador considera a capacidade de empresas e demais agentes do setor produtivo de gerar, absorver e aplicar conhecimento e tecnologia.        

Os dados mostram, contudo, que essa base científica ainda não se traduz com a mesma intensidade em articulação entre pesquisa e setor produtivo. Além da 90ª posição em colaboração em P&D entre universidades e empresas, o relatório aponta a necessidade de fortalecer as conexões entre pesquisa, empresas e mercados para ampliar a conversão de conhecimento em inovação e ganhos de produtividade. 

O Brasil também é o único da América Latina e Caribe com gastos em P&D superiores a 1% do Produto Interno Bruto (PIB).  Por outro lado, a OMPI identifica fragilidades: o ambiente de negócios aparece em 129º lugar, enquanto o país ocupa a 101ª posição na proporção de formados em ciência e engenharia e a 94ª em crescimento da produtividade do trabalho.     

Segundo o relatório, o desafio é converter os pontos fortes do ecossistema brasileiro em ganhos mais amplos de produtividade, ampliar o P&D realizado pelo setor privado e melhorar a disponibilidade de capital humano para a inovação. A OMPI também aponta limitações nas conexões entre produção de conhecimento, empresas, financiamento, propriedade intelectual e mercados internacionais na América Latina e Caribe. 

Rede do SENAI aproxima pesquisa e indústria
Nesse cenário, a Rede de Institutos SENAI de Inovação atua como ponte entre o conhecimento produzido em universidades e centros de pesquisa e as demandas da indústria. A rede reúne 28 institutos especializados em pesquisa aplicada e no desenvolvimento de soluções para áreas como transformação digital, descarbonização, bioeconomia, saúde, automação e energias renováveis. 

Os institutos trabalham em parceria com empresas, universidades e centros de pesquisa no desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias. A atuação busca aproximar a produção de conhecimento de sua aplicação no setor produtivo, uma das conexões que o próprio Índice Global de Inovação aponta como desafio para o avanço da inovação na região. 

Países líderes
O Índice Global de Inovação manteve a Suíça, Suécia e Estados Unidos nas três primeiras posições do Índice Global de Inovação. A República da Coreia ocupa o 4º lugar e Singapura, o 5º. O relatório destaca que nenhuma nova economia entrou no grupo das 15 primeiras em 2026.         

Como o índice é calculado  
Publicado anualmente pela OMPI, o Índice Global de Inovação compara o desempenho dos países a partir de cerca de 80 indicadores, organizados em dois grandes grupos: insumos e resultados de inovação.  

Os insumos de inovação (inputs) avaliam as condições disponíveis para inovar e abrangem cinco categorias: instituições; capital humano e pesquisa; infraestrutura; sofisticação de mercado; e sofisticação empresarial. Os resultados de inovação (outputs) são divididos entre conhecimento e tecnologia e resultados criativos. 



Blog

VOA + SC: voos regionais em Santa Catarina começam em novembro e passagens já estão à venda
A retomada da aviação regional em Santa Catarina segue em contagem regressiva para o início das operações. O voo inaugural do programa VOA + SC está marcado para 3 novembro entre as cidades de Florianópolis e Joaçaba. Todas as rotas, frequências e horários foram definidos e a venda de passagens já está disponível. O serviço será operado pela Azul Conecta e tem passagens com valores entre R$ 315,00 e R$ 815,00. Os voos iniciam em 3 de novembro e a venda das passagens é feita exclusivamente pelo site www.voeazul.com.br. O programa foi lançado pelo governador Jorginho Mello em agosto deste ano.
 
“Dez cidades estão envolvidas nesta primeira etapa do Programa, diminuindo o tempo de deslocamento entre as cidades do interior com a Capital do estado. O aeroporto HUB é Florianópolis e a partir dele, os interessados poderão se conectar com o Brasil e com o mundo. Outro diferencial do programa é que o valor das passagens inclui, serviço de bordo e o despacho gratuito de bagagem de mão e uma mala até 23 quilos”, explica o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.
 
A escolha sobre os dias e horários dos voos levou em consideração a infraestrutura dos aeroportos, com base nos equipamentos e investimentos realizados pelo Estado e as condições climáticas de Santa Catarina. Em discussões com a operadora do serviço, a Azul Conecta, foram definidos voos partindo da região Litoral no início do dia, ampliando para o Meio-Oeste e Extremo-Oeste.
 
As rotas do Programa VOA + SC buscam dar uma opção de mobilidade dentro do estado. Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste terão voos para Florianópolis. Também será possível voar entre Joinville e Jaguaruna e entre Correia Pinto e São Miguel do Oeste.
 
Os usuários do Aeroporto de Florianópolis, poderão ficar na cidade, ou se conectar com voos nacionais e internacionais. Os passageiros de São Miguel do Oeste terão opção de usar o Aeroporto de Correia Pinto para conexão com o Aeroporto de Congonhas. 
 
Confira como ficam as rotas, horários e valores:
Segundas-feiras
 
Florianópolis > Joinville – 7h00 – R$ 315,00
Joinville > Jaguaruna – 8h20 – R$ 450,00
Jaguaruna > Joinville – 10h30 – R$ 450,00
Joinville > Florianópolis – 12h15 – R$ 315,00
Florianópolis > Correia Pinto – 13h55 – R$ 315,00
Correia Pinto > São Miguel do Oeste – 15h15 – R$ 500,00
São Miguel do Oeste >  Correia Pinto – 17h40 – R$ 500,00
Correia Pinto > Florianópolis – 19h25 – R$ 315,00
Terças e Quintas-feiras
 
Florianópolis > Joaçaba – 9h30 – R$ 450,00
Joaçaba > Florianópolis – 11h25 – R$ 450,00
Florianópolis > Blumenau – 13h30 – R$ 315,00
Blumenau > Florianópolis – 14h45 – R$ 315,00
Florianópolis > Forquilhinha – 16h10 – R$ 315,00
Forquilhinha > Florianópolis – 17h35 – R$ 315,00
Quartas e Sábados 
 
Florianópolis > Caçador – 9h25 R$ 450,00
Caçador > Florianópolis – 11h25 – R$ 450,00
Florianópolis > Lages – 13h30 – R$ 315,00
Lages > Florianópolis – 15h00- R$ 315,00
Quartas-feiras
 
Florianópolis > Joinville – 16h40 – R$ 315,00
Joinville > Florianópolis – 18h00 – R$ 315,00
Sextas-feiras
 
Florianópolis > Correia Pinto – 8h00 – R$ 315,00
Correia Pinto > São Miguel do Oeste – 9h20 – R$ 500,00
São Miguel do Oeste >  Correia Pinto – 11h45 – R$ 500,00
Correia Pinto > Florianópolis – 13h30 – R$ 315,00
Florianópolis > Joinville – 15h10 – R$ 315,00
Joinville > Jaguaruna – 16h30 – R$ 450,00
Jaguaruna > Joinville – 18h40 – R$ 450,00
Joinville > Florianópolis – 20h25 – R$ 315,00
Universidade Gratuita amplia atuação profissional na rede de Assistência Social de Itajaí
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania passa a contar com profissionais vinculados ao programa Universidade Gratuita. Entre as áreas de formação dos profissionais que atuarão nos serviços está a Psicologia, com atuação definida de acordo com a demanda de cada serviço.
 
A iniciativa amplia as possibilidades de atuação das equipes e aproxima profissionais do trabalho desenvolvido junto à população. Para os participantes, também representa a oportunidade de exercer a profissão e aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação.
 
A atuação dos profissionais contribui para fortalecer os serviços oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, ampliando a estrutura disponível para o atendimento à população e transformando o investimento realizado na formação acadêmica em benefício para a comunidade.
 
O Universidade Gratuita é um programa do Governo de Santa Catarina que contribui para o custeio da graduação. Depois de formados, os beneficiados cumprem uma contrapartida ao Estado, que pode ocorrer por meio da prestação de serviços à população. Em Itajaí, essa atuação passa a contribuir diretamente com os serviços oferecidos à comunidade.
Refis 2026 permite regularização de débitos com até 100% de redução em juros e multas
Os contribuintes que possuem débitos com o Município de Itajaí podem aderir ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis 2026) até o dia 30 de novembro. A iniciativa possibilita a regularização dos débitos com condições diferenciadas de pagamento e redução de até 100% dos juros e multas, dependendo da modalidade de pagamento escolhida.
 
Pessoas físicas e jurídicas que possuem débitos tributários e não tributários com o Município, inscritos ou não na dívida ativa, podem participar do programa. O Refis 2026 também contempla dívidas que já estejam ajuizadas.
 
Todo atendimento do programa está concentrado na Praça do Cidadão, no prédio da Prefeitura de Itajaí. Mesmo que o contribuinte possua uma dívida ajuizada, não precisa procurar outro setor da administração municipal.
 
Para identificar a situação do seu débito, o contribuinte passa por uma triagem ao chegar na Praça do Cidadão. Nos casos de dívidas ajuizadas, o atendimento é direcionado para a equipe da Procuradoria Geral do Município (PGM), que está fazendo o atendimento no mesmo local, e é responsável por todo procedimento e orientação para a realização da negociação.
 
Para consultar os débitos, verificar o desconto disponível e conhecer as possibilidades de parcelamento, o contribuinte pode procurar diretamente a Praça do Cidadão ou entrar em contato pelo WhatsApp da Prefeitura de Itajaí, no número (47) 3341-6000.
Editora Bittencourt