
Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Urbanização
O IBGE divulgou que o Distrito Federal foi, de longe, a unidade da Federação que mais ampliou, em 1,25% o equivalente a 6 mil km2, sua área urbanizada entre 2019 e 2022. Em todo o país foi de 0,05% no período. Na segunda posição aparece SC, com expansão de 0,35%, seguida por Sergipe (0,26%) e São Paulo (0,24%).
Inadimplência
Em junho, em SC, Paraná e Rio Grande do Sul registrou-se o impressionante número de 1.565.690 empresas inadimplentes, segundo o Serasa Experian. Só em SC foram 436.149 que, em termos financeiros, representou uma dívida média por empresa de R$ 34.470. Em todo o país foram 14.501.143 de empresas com dívidas negativadas, que somaram cerca de R$ 51,8 bilhões no período.
Sonegação?
O mais recente estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), sobre a sonegação fiscal das empresas brasileiras, estima que cerca de R$ 2,7 trilhões em faturamento deixam de ser declarados anualmente no país. Entre tributos, o ICMS aparece como o mais sonegado, seguido pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), evidenciando a dimensão das perdas fiscais e seus impactos na arrecadação pública. Nenhum analista se arrisca a dizer o que se ouve abertamente de quem tem empresa. Dizem preferir sonegar do que pagar impostos para o governo roubar. Pensando bem ...
Resultados da Pronegócio
Após quatro dias de negociações, a 75ª Pronegócio terminou na sexta-feira 14 de agosto, com mais de 500 lojistas de diferentes regiões do Brasil. Promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque (Ampebr), com patrocínio do Sebrae-SC, a rodada reuniu 120 fabricantes no pavilhão de Eventos, em Brusque, para apresentar a coleção Alto Verão 2027. O presidente da Ampebr avalia que a entidade encerra a edição com resultados positivos. Destaca também o trabalho realizado para reunir fabricantes e compradores durante a rodada. Com o encerramento da 75ª Pronegócio, a Ampebr já iniciou os preparativos para a próxima Rodada, que apresentará a coleção de Inverno 2027. A 76ª Pronegócio será realizada de 12 a 15 de janeiro, no pavilhão de Eventos, em Brusque. O evento será voltado exclusivamente a lojistas de todo o Brasil e fabricantes de SC.
Naufrágio centenário
Submerso há 133 anos, o navio Pallas, que afundou durante a Revolta da Armada em 1893, ainda repousa no fundo do rio Itajaí-Açu. A embarcação do século 19 se tornou uma dor de cabeça milionária para o Porto de Itajaí, no Litoral Norte catarinense, já que os destroços impedem o aprofundamento de uma área do canal e passaram a ser obstáculos para os planos de expansão do Complexo Portuário. Os restos do navio estão localizados entre as boias 9 e 11, próximos à Bacia de Evolução nº 2, no lado de Navegantes. A estrutura impede que aquela área seja aprofundada para 16 metros, uma das medidas necessárias para ampliar a capacidade operacional e permitir a chegada de navios de maior porte ao complexo. A retirada do Pallas também está ligada a ampliação da Bacia de Evolução nº 2, projetada para alcançar 530 metros de diâmetro. A mudança irá promover melhoria nas condições para as manobras das embarcações e reforçar a segurança da navegação local.
Limite do MEI
Mesmo sendo um assunto que interessa diretamente a pelo menos 15 milhões de micro empreendedores no país, a falta de um acordo adiou para depois das eleições a votação do projeto que eleva o limite de faturamento do programa do microempreendedor individual (MEI) de R$ 81 mil para R$ 140 mil. O governo quer menos, o que interessa para ele, é aumentar impostos. Um editorial do Estadão diz que o governo é hostil ao empreendedor e que o caso da derrocada da rede Casas Bahia ilustra as agruras de quem investe no país. Desde o custo proibitivo do capital até a insegurança jurídica, tudo conspira para complicar os negócios. Absolutamente verdadeiro.
Pedágio
Lava a alma, pelo menos um pouco, saber que foi aberto um procedimento judicial no âmbito federal para apurar a falta de infraestrutura nas praças de pedágio das rodovias federais BR-101 e BR-116, em SC. Transversalmente, vai se investigar quais motivos impossibilitam condutores de motocicletas, por exemplo, de utilizarem o sistema de pagamento automático por meio de tags.
Proibidos de apostar
Mais de cinco milhões de brasileiros estão impedidos de fazer apostas em plataformas on-line, as chamadas bets, segundo o ministro da Fazenda. Cerca de 1,2 milhões de pessoas já haviam optado voluntariamente pela autoexclusão, por meio da plataforma que permite ao usuário bloquear o próprio acesso a esses sites. Além disso, também são contabilizadas outras 800 mil pessoas que aderiram a nova rodada do Desenrola, iniciativa de renegociação de dívidas. Pelas regras do governo, elas ficam impedidas de realizar apostas on-line por seis meses. Outras 3 milhões de pessoas são as inscritas no Bolsa Família ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Dívida pública
No terceiro mandato do atual presidente da República a dívida bruta do setor público brasileiro cresceu cerca de 10,2% do PIB até meados de 2026. O indicador passou de 71,7% do PIB em dezembro de 2022 para 81,9% do PIB em junho de 2026, alcançando aproximadamente R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central. Oferta de crédito, subsídios, gastos elevados com programas sociais, aumento do salário mínimo acima da inflação. O combo da crise fiscal. O juro de 14% é culpa do gasto desenfreado do governo. O Banco Central apenas mantém nesse patamar para conter a inflação e porque não há mostras de equilíbrio fiscal. Sem perspectiva de controle de contas, o juro não baixa o suficiente.
Contas de luz mais caras
As contas de luz dos clientes da Celesc, concessionária de energia em SC, terão reajuste médio de 10,8% a partir de 22 de agosto (sábado). O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A alta para os clientes de baixa tensão, que são 99,5% do total será de 9,26%. Grandes indústrias terão aumento de 14,16%. O resultado inclui os custos gerais e a revisão tarifária periódica feita a cada cinco anos. De cada R$ 100 pagos pelo consumidor, apenas R$ 16 ou seja, 16% ficam para a distribuição, que é realizada por ela. Os demais valores são relativos a encargos setoriais e outros custos, destaca o presidente da Celesc.
Bets autorizadas
O Ministério da Fazenda também começou a divulgar documentos que embasaram os processos de autorização das empresas de apostas que pretendem operar legalmente no Brasil. Na primeira etapa, foram disponibilizados documentos referentes a 80 das 85 empresas que passaram pelo processo de habilitação na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). São mais de 2 mil páginas de documentos. Entre os materiais divulgados estão pareceres técnicos sobre a habilitação jurídica das empresas, a idoneidade de controladores e administradores, a origem dos recursos e os mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Também foram disponibilizados pareceres sobre o pagamento da outorga e relatórios finais de análise.
Dinheirama
O Tribunal de Contas do Estado está fazendo um ciclo de estudos, nas cidades mais importantes de SC, orientando como proceder sobre emendas parlamentares, que são mecanismos que permitem a senadores, deputados federais e estaduais e vereadores direcionar parte do orçamento público para atender a demandas específicas da população, por faltar maior transparência, rastreabilidade e, principalmente, provas de sua aplicação. Em SC, entre 2022 e julho de 2026 foram destinados R$ 7,7 bilhões por meio de 21.564 emendas apresentadas por parlamentares. Os recursos foram destinados a 2.054 entidades públicas e privadas, municipais e estaduais. A evolução dos valores é espantosa: em 2022, os repasses somaram R$ 556,8 milhões. Em 2023, chegou a R$ 737,3 milhões. Em 2024, ultrapassou R$ 1,1 bilhão e, em 2025, alcançou R$ 1,9 bilhão. Em 2026, até o início de julho, estava em R$ 1,4 bilhão.
Perigo nas pontes
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) atualizou os dados de um diagnóstico sobre o estado da infraestrutura de transportes do país: aponta que 2.461 das 5.127 pontes e viadutos federais já atingiram o tempo de vida útil de 50 anos, ou seja, 48% do total. Em SC são 32.
PIX avança em SC
O movimento financeiro e o número de operações por meio do Pix seguem crescendo, segundo dados do Banco Central do Brasil. Apuração feita pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio-SC junto à instituição apurou que o total de recursos transferidos por Pix no primeiro semestre em SC chegou a R$ 735,3 bilhões, uma alta de 23,9% frente ao mesmo período de 2025, quando totalizou R$ 593,3 bilhões. Na média brasileira a alta foi maior, de 28%, mas SC liderou o crescimento na Região Sul. E o número de transações no primeiro semestre deste ano chegou a 1,25 bilhão, 50,67% a mais frente aos mesmos meses do ano anterior. No primeiro semestre de 2025, foram realizadas no estado 829,3 milhões de transações via Pix, apurou também a Fecomércio-SC.
Pioneirismo
Uma experiência desenvolvida há mais de duas décadas em SC e reconhecida como referência nacional, ganhou uma nova dimensão com a iniciativa apresentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando aprovou uma resolução com diretrizes para o país para implantação, funcionamento, articulação em rede e monitoramento dos grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Em abril deste ano, uma comitiva do CNJ esteve em SC para conhecer de perto o modelo adotado no Estado. Em Blumenau, conferiu uma das experiências mais antigas do país, em funcionamento contínuo desde 2005, além da metodologia e da adoção conjunta das instituições que integram a rede. SC conta atualmente com 62 grupos reflexivos distribuídos por 48 comarcas, o equivalente a 42% delas. As iniciativas estão presentes em 21% dos 295 municípios do Estado. No ano passado eram 51 grupos. Nos encontros, homens autores de violência doméstica são estimulados a repensar comportamentos e atitudes por meio de diálogos conduzidos por profissionais capacitados. Temas como machismo, violência, masculinidade e relações de gêneros orientam as discussões, com foco na mudança de condutas, na prevenção de novas situações de violência e na proteção das mulheres. O Ministério Público Federal de SC instalou em sua sede, em Florianópolis, o Banco Vermelho, que é um símbolo internacional de combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.
Sapatilha
Agora referência mundial na formação de bailarinos, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, sediada em Joinville, desembarcou no Rio de Janeiro para realizar pré-seleção de novos talentos para sua unidade em SC. Será no Complexo do Alemão. Para os aprovados a escola concede bolsa integral e além do ensino gratuito, recebem benefícios como alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica, assistência odontológica preventiva, atendimento fisioterápico, nutricional e assistência médica emergencial e urgência pré-hospitalar.
Exportações de SC
Santa Catarina alcançou no mês de julho receita de 1,129 bilhão de dólares em exportações, o que significa um crescimento de 2,4% frente ao mesmo período do ano passado. O grande destaque positivo foi o crescimento de 13,3% nas vendas de carne de aves, alcançando faturamento de 196 milhões de dólares. O destaque negativo foi o recuo de 20,6% na receita de vendas para os Estados Unidos. No acumulado do ano, as exportações do Estado somaram 7,3 bilhões de dólares, 4,2% a mais frente aos mesmos meses de 2025. O economista-chefe da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) afirma que a entidade recebeu o resultado da balança comercial do Estado até julho como uma surpresa positiva diante da série de adversidade para exportar, como as tarifas dos Estados Unidos e restrições no Estreito de Ormuz em função da guerra. As exportações para os Estados Unidos que caíram por causa das tarifas foram compensadas pela expansão para outros destinos (União Europeia, China e Japão). Os avanços foram principalmente nas exportações de carnes de aves e carne suína. O recuo de madeiras para os EUA ficou em 31%, o que mostra o impacto do tarifaço nas regiões do Planalto Norte e Serrana de SC.
Não falam dela
Enquanto Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí concentram grande parte dos holofotes no mercado imobiliário, uma cidade vizinha começa a apresentar números que indicam uma nova fase de desenvolvimento. É Navegantes, que passou de 714 unidades verticais lançadas em 2022 para 998 em 2025, alta de 39,8%. No mesmo intervalo, o valor geral de vendas dos projetos avançou 31,2%, de R$ 530 milhões para R$ 696 milhões. Entre 2022 e 2025 foram lançadas 3.727 unidades na cidade que somaram aproximadamente R$ 2,48 bilhões em valor geral de vendas. Para o CEO da Construtora CK, incorporadora com forte atuação no litoral norte-catarinense, a cidade, hoje com 96 mil habitantes, reúne condições para ampliar a oferta de empreendimentos de diferentes padrões: tem demanda crescente, disponibilidade de terrenos e uma orla de aproximadamente 11 quilômetros, extensão que abre espaço para projetos residenciais em diferentes bairros e faixas de mercado. Um impulso que deve manter o ritmo com o alargamento de 2,3 quilômetros da faixa de areia da Praia de Gravatá, com investimento estimado em R$ 31,5 milhões, além do futuro túnel submerso que deverá ligá-la a Itajaí.
O ideal
Num evento online, promovido pela Federação Catarinense de Municípios, voltado ao debate sobre políticas públicas de atenção às pessoas em situação de rua, foi apresentado pelo MP-SC o Programa Moradia Primeiro, também conhecido como “housing first”. Trata-se de um modelo que prioriza o acesso imediato à moradia como ponto de partida para a reorganização da vida e a superação da situação de rua. Parece o óbvio ululante, mas raríssimas gestões municipais pensam nisso.
Corrupção
Para celebrar a passagem do Dia Estadual de Combate à Corrupção será realizado em Florianópolis um fórum internacional sobre o assunto, promovido pelo Ministério Público de SC e Univali. O convidado especial é o fundador do Instituto Anticorrupção e da Rede Latino-Americana de Compliance, o professor colombiano Camilo Enciso. Nada mais oportuno que estas iniciativas. Nunca se percebeu a existência de tanta roubalheira neste país como agora.
Seis estrelas
SC está ganhando um novo marco no mercado de academias de ginástica de alto padrão. Localizada no Pier Oporto, em Itapema, a Concept Club está inaugurando sua operação como a primeira academia seis estrelas do Estado, onde 100% dos equipamentos são da marca italiana Technogrym. A infraestrutura tecnológica do espaço é integrada a um ecossistema digital exclusivo da marca, que conecta avaliação física, treinamento e acompanhamento de resultados.
Sem banco
A Alesc aprovou moção enviada à autoridades federais, incluindo o presidente da República, para que sejam adotadas medidas destinadas à manutenção da qualidade e da acessibilidade dos serviços bancários prestados por instituições financeiras contratadas pelo poder público em SC. Nos últimos 10 anos foram fechadas 40% das agências em comparação às que existem hoje. Atualmente 44% dos municípios catarinenses não têm unidades presenciais, o que afeta mais de 600 mil pessoas.
Tarifaço
Entre novos projetos de lei que começaram a tramitar na Alesc está o 558/2026, que propôs instituir uma política estadual voltada à mitigação dos impactos econômicos provocados por barreiras tarifárias ou não tarifárias impostas por países importadores. Estabelece como setores prioritários a indústria de máquinas e equipamentos, componentes industriais, madeira processada, calçados e produtos manufaturados.
Insignificância
Num país onde, literalmente e impunemente, se roubam bilhões de aposentados do INSS, a iniciativa do Tribunal de Justiça de SC, que mandou para o Legislativo, projeto de lei que propôs a aplicação do princípio constitucional da economicidade e, dentro disso, que se suspendam processos de execução fiscal de valor inferior a um salário mínimo.
Tabuleiro
O assunto é tão importante que o julgamento sobre os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em SC, foi adiado até que o STF ter sua composição completa de 11 ministros. Como está agora, com 10, havia a possibilidade de empate. A ação questiona lei estadual que redefiniu os limites do parque e criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. A ação sustenta que as alterações promovidas pela lei estadual fragmentaram e descaracterizaram a unidade de conservação.


O Balcão de Empregos de Itajaí receberá, na próxima terça-feira (22), um mutirão de empregos do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen. As entrevistas serão realizadas das 13h às 16h com disponibilidade para aproximadamente 90 vagas nos cargos de técnico de enfermagem e auxiliar de serviços gerais.
Os candidatos interessados poderão comparecer ao Balcão de Empregos durante o período da ação para participar do processo seletivo, realizado por equipe própria do Hospital Marieta. São aproximadamente 70 oportunidades para técnico de enfermagem e outras 20 vagas para auxiliar de serviços gerais.
A iniciativa faz parte do serviço oferecido pelo Balcão de Empregos de Itajaí às empresas, que disponibiliza sua estrutura e uma sala de entrevistas gratuita para a realização de processos seletivos, mutirões e chamadas de emprego. A proposta é aproximar empresas que estão contratando e os trabalhadores que buscam uma oportunidade.
O mutirão será realizado na Rua Alberto Werner, 17, sala 02, no Espaço do Empreendedor.
A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como tímida e que não alivia a situação financeira das empresas e famílias.
A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.
Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.
Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária, diz a CNI em nota.
O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.
É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta, afirmou.
Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.
A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.
Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.
O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público, afirmou.
Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro balde de água fria para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).
Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia, disse a central.
Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.
Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda, conclui a Força.
Indústria da Construção
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.
Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.
Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos, afirmou Almeida.


Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.
O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.
Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.
Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
>> Leia mais: Mudança no mapa tira Sorriso (MT) do topo da produção agrícola.
Avanço de área
O levantamento mostrou também que, pela primeira vez, o Brasil rompeu a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Os 100,6 milhões de 2025 representam avanço de 4,4% na comparação com o ano anterior.
A área equivale a 1 milhão de quilômetros quadrados (km²), maior que todo o estado do Mato Grosso (903,2 mil km²) ou a quase toda a Bolívia (1,10 milhão km²).
Soja
Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo.
A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.
O IBGE explica que o cenário internacional contribuiu para a manutenção do preço da soja.
A conjuntura mostra que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China fez com que o país asiático aumentasse a procura pelo grão de soja do Brasil, mantendo os preços internos da commodity estáveis ao longo dos últimos meses do ano.
Veja os dez principais produtos agrícolas por valor da produção em 2025:
Soja: R$ 315,2 bilhões
Milho: R$ 122,1 bilhões
Cana-de-açúcar: R$ 108,9 bilhões
Café (em grão): R$ 100 bilhões
Algodão (em caroço): R$ 40,6 bilhões
Laranja: R$ 23,0 bilhões
Arroz (em casca): R$ 19,6 bilhões
Mandioca: R$ 18,9 bilhões
Banana : R$ 16,4 bilhões
Fumo (em folha): R$ 14,4 bilhões
O IBGE aponta que avanços tecnológicos na produção ajudaram a produção de algodão a crescer 16,4% em um ano e chegar a 6 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial do produto.
Resultado de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva, principalmente no Cerrado brasileiro, tendo como destaque o Mato Grosso, afirma.
Essa conquista não apenas fortalece a economia, gerando bilhões em divisas e milhares de empregos diretos e indiretos, como também posiciona o país como referência global em práticas agrícolas modernas e competitivas, ampliando sua influência nos mercados têxtil e de commodities [matérias-primas negociadas em preços internacionais], completa.
O levantamento mostra que o valor da produção do café subiu 44,7%, ficando em quase R$ 100 bilhões. A produção atingiu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, limitada por fatores climáticos e naturais, como exaurimento das plantas. No entanto, o aumento do valor da produção foi explicado pela supervalorização do preço da saca no mercado internacional.
Em 2025, Mato Grosso se manteve como principal celeiro do Brasil em valor da produção, que avançou 37,1% em um ano. Tudo o que foi colhido no estado representa 17,9% do total do país.
Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:
Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
São Paulo: R$ 124 bilhões
Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
Paraná: R$ 87,7 bilhões
Goiás: R$ 72,7 bilhões
Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
Bahia: R$ 55,5 bilhões
Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
Pará: R$ 38,4 bilhões
Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões
Centro-Oeste supera Sudeste
A análise dos valores da produção revela que, em 2025, o Centro-Oeste voltou a ultrapassar o Sudeste, invertendo a ordem de 2024.
No ano passado, o Centro-Oeste viu o valor crescer 31,8%, atingindo R$ 288 bilhões, impulsionado por soja, milho e algodão.
O Sudeste apresentou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar.
Até 2017, o Sudeste sempre esteve à frente. De 2018 a 2023, o Centro-Oeste tomou a liderança, perdendo-a novamente em 2024, antes de retomá-la em 2025.
Ranking do valor de produção agrícola por regiões:
Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
Sudeste: R$ 271 bilhões
Sul: R$ 181,1 bilhões
Nordeste: R$ 113,7 bilhões
Norte: R$ 73,4 bilhões
O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma espécie de ressaca da Copa do Mundo. O resultado faz com que o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses desacelerasse para 1,6%.
A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais e reflete a tendência recente, aponta variação negativa de 0,1%.
No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Os números indicam desaceleração, uma vez que, em março, o acumulado de 12 meses era 2,3%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de julho coloca o comércio brasileiro 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em março de 2026.
De acordo com o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.
Comportamento
O levantamento mostra que das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho.
Veja o comportamento dos grupos de atividades:
móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
combustíveis e lubrificantes: 0,3%.
Cristiano Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário têm relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que venda de itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento nos meses anteriores à copa, aumentando a base de comparação de julho.
É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio.
Já em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.
"Todo mundo que iria comprar uma televisão, aproveitou que teria Copa e comprou em maio", exemplifica Santos.
Atacado
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca variação positiva de 1,2% no acumulado de 12 meses.
Conjuntura da economia
A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que o setor de serviços ficou estável no mês (variação nula, 0%) e alta de 2,4% em 12 meses. Já a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.


O SENAI/SC coordena, junto a universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação, uma articulação para integrar competências e fortalecer a robótica avançada em Santa Catarina. A iniciativa faz parte do Projeto Estruturante para Integração e Fortalecimento da Rede Catarinense de Robótica Avançada, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com investimento aproximado de R$ 5 milhões.
“Participar de um projeto dessa amplitude é muito relevante para o SENAI/SC, pois a robótica avançada é uma área que exige a integração de diferentes competências e conhecimentos. É uma oportunidade de conectar instituições e pesquisadores e aproximar ainda mais o desenvolvimento tecnológico das necessidades da indústria, especialmente em áreas emergentes como a Physical AI, que combina robótica, inteligência artificial e capacidade de interação com o ambiente”, afirma o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira.
A proposta é integrar competências já existentes no Estado e ampliar a conexão entre pesquisadores, empresas e fornecedores de tecnologia. O objetivo é acelerar o desenvolvimento e a aplicação de soluções capazes de responder a desafios industriais, com potencial de gerar ganhos de produtividade, segurança, eficiência e competitividade.
Nesse contexto, ganha espaço a Physical AI (Inteligência Artificial Física), conceito que combina inteligência artificial com robótica, sensores, câmeras e outros sistemas capazes de perceber e interagir com o ambiente, tomar decisões e executar ações em situações reais. O SENAI/SC já desenvolve aplicações nessa área por meio de seus Institutos SENAI de Inovação, incluindo soluções com robôs humanoides, quadrúpedes, drones e outros sistemas autônomos.
A atuação também se apoia na infraestrutura de inovação do SENAI/SC, que conta com duas Unidades Embrapii, em Florianópolis e Joinville, com competências relacionadas a sistemas embarcados, manufatura avançada, tecnologias a laser e aplicações de robótica.
Atlas da Robotização
Uma das entregas do projeto será o Atlas da Robotização, ferramenta que vai mapear fornecedores de tecnologias de robótica e automação e relacioná-los às ocupações e atividades da indústria catarinense com potencial de serem automatizadas ou robotizadas.
O Atlas vai gerar uma base de inteligência para orientar empresas, pesquisadores e instituições na identificação de oportunidades de aplicação da robótica e da Physical AI, além de apoiar a definição de prioridades para desenvolvimento tecnológico, formação profissional e novos projetos de inovação, aproximando tecnologia e demanda industrial.
Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.
Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.
Tarifaço
Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.
O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.
Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.
A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.
Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.


A Caixa Econômica Federal respondeu, neste domingo (13), ao ofício encaminhado pela Contraf no sábado (12), e informou a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados. O pedido da Confederação era para que o banco retomasse as negociações, mantivesse a ultratividade dos instrumentos coletivos e garantisse a continuidade dos direitos enquanto as tratativas estivessem em andamento.
Na resposta, a Caixa reconheceu a importância da negociação coletiva e afirmou que a manutenção de canais permanentes de diálogo com as entidades representativas é fundamental para a construção de soluções nas relações de trabalho.
Com a reabertura das negociações, a Caixa também comunicou a suspensão das medidas administrativas (previstas na CE VIPES 11183/2026) que haviam sido anunciadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas.
A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às Confederações para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.
“A reabertura da mesa é um passo importante, porque garante que possamos voltar a negociar os direitos dos empregados da Caixa, enquanto ficam garantidos os direitos, com a ultratividade. Essa retomada também é resultado da forte mobilização dos empregados, que demonstraram, com a greve, sua disposição de lutar pela manutenção de seus direitos e pressionaram a Caixa a retomar o diálogo. A Contraf-CUT sempre defendeu a negociação coletiva como caminho para construir um acordo que preserve conquistas e avance nas condições de trabalho”, afirma Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa.
A reunião ainda não tem data marcada. A Contraf-CUT espera que seja agendada já nesta segunda-feira.
Por: Contraf


O faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam nos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10).
O percentual de horas trabalhadas na produção subiu 0,2% frente a junho, enquanto a Utilização de Capacidade Instalada (UCI) variou 0,1 ponto percentual, de 77,3% para 77,4% no mês. Já no acumulado de janeiro a julho, houve baixa de 1% nas horas trabalhadas e de 0,8 ponto percentual no uso do parque fabril, comparado ao mesmo período de 2025.
O cenário geral é de estabilidade. “O destaque nesse mês fica por conta do faturamento: houve uma queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Emprego, massa salarial e rendimento médio ficam estáveis
O emprego industrial cresceu 0,2% em julho, na comparação com junho. No acumulado de janeiro a julho, contudo, houve queda de 0,6% frente ao mesmo período de 2025. A massa salarial também avançou 0,2% no mês e acumula alta de 0,6% no ano.
O rendimento médio permaneceu estável em relação a junho, o que resulta num avanço acumulado de 1,2% de janeiro a julho de 2026,comparado ao mesmo período de 2025.
Com esse cenário, o quadro de desaquecimento da atividade industrial permanece. “A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral e isso acaba se traduzindo em uma redução das horas trabalhadas da produção, do faturamento e da utilização da capacidade instalada, o que se reflete também no emprego, sobretudo nessa comparação com o início de 2025, quando a indústria ainda experimentava um cenário de maior demanda”, explicou Marcelo Azevedo.
Onde há indústria, há desenvolvimento — e onde há desenvolvimento, a dignidade se constrói pelo trabalho. É com essa convicção que a FIESC apresenta aos candidatos ao governo do estado uma pauta estratégica focada em impulsionar o setor produtivo e, com ele, acelerar todo o crescimento de Santa Catarina. Trata-se de um movimento decisivo para os próximos anos.
Por isso mesmo, na próxima sexta-feira (18) receberemos os principais postulantes ao governo do estado na sede da FIESC. Uma das questões centrais do nosso encontro é obter um compromisso claro e inegociável: o não aumento da carga tributária estadual. Tratar a gestão fiscal com responsabilidade e manter impostos previsíveis é condição sine qua non para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado.
O empresariado catarinense sabe que a verdadeira força do crescimento vem de investir no próprio negócio. Estamos continuamente fazendo a nossa parte: ampliando mercados, aprimorando processos e criando empregos. É essa faísca empreendedora que dá início a um ciclo virtuoso.
Quando um empresário expande sua atuação, ele logo sente a necessidade de qualificar trabalhadores e apoiar talentos. As equipes ganham novas habilidades, as organizações elevam sua produtividade, ousam em inovação e, gradualmente, transformam toda a comunidade ao seu redor.
Para dar sustentação a esse dinamismo, estruturamos a Carta da Indústria de Santa Catarina 2027-2030, que entregamos agora aos futuros gestores. O documento consolida o conhecimento acumulado pelas entidades da FIESC e resulta de um amplo processo de escuta de líderes empresariais de várias regiões, sindicatos industriais, além dos nossos 15 Conselhos Setoriais e Temáticos.
O texto reúne 88 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população. Adiar essas ações imporia custos pesados ao futuro catarinense. Mais do que um conjunto de exigências fechadas, o documento é o ponto de partida para um diálogo permanente e aberto para a construção conjunta de soluções para Santa Catarina.
Gilberto Seleme, presidente da FIESC
gabinete@fiesc.com.br


O total de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.
Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas.
Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.
Maioria recebe pouco
Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar.
Segundo o Banco Central:
69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;
18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;
9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil.
Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.
Onde estão
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis. Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência.
O dinheiro está distribuído da seguinte forma:
Bancos: R$ 2,38 bilhões;
Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão;
Cooperativas: R$ 762,7 milhões;
Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;
Financeiras: R$ 114,6 milhões;
Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;
Outras instituições: R$ 4,5 milhões.
Total devolvido
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.
Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas.
Somando os valores já devolvidos ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.
Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.
Remanejamento para Desenrola
Parte dos recursos que estavam disponíveis no sistema foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas.
Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola.
A movimentação desses recursos contribuiu para a redução do estoque disponível nos meses anteriores. Em julho, porém, o montante voltou a subir.
Como consultar
A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema.
Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.
O correntista deve seguir os seguintes procedimentos:
Acessar o Sistema de Valores a Receber;
Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;
Consultar a existência de valores;
Entrar no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;
Ler e aceitar o termo de responsabilidade;
Conferir o valor e a instituição responsável pela devolução;
Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas.
Quando disponível a opção Solicitar por aqui, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira.
Resgate automático
Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber.
A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.
Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado.
Atenção aos golpes
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais.
O BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro.
Entre as principais recomendações estão:
não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;
não fornecer senhas ou códigos de autenticação;
não pagar taxas para receber os valores;
conferir a instituição responsável diretamente no SVR;
utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.
O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.
A indústria brasileira clama às autoridades: é preciso bom senso e responsabilidade na condução do Brasil, que vive um momento crucial. Há extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados. Tais fatos exigem uma reação institucional vigorosa, de forma justa e responsável.
A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia.
Nesse momento delicado, alertamos às autoridades sobre a necessidade de os próximos passos terem equilíbrio e atenção, pensando sempre no Brasil e no povo brasileiro em primeiro lugar. É preciso que cada decisão leve em conta a importância de o país buscar mais competitividade e produtividade, de preservar e criar mais e melhores empregos, de tornar o Brasil cada vez mais forte.
A convivência social pacífica depende da atuação diária, imparcial e equilibrada da Justiça. Para lidar com o ineditismo da situação, as discussões devem ser livres, públicas e transparentes, dando ampla oportunidade para os esclarecimentos devidos. O Brasil que queremos construir precisa despertar esperança, inspirar confiança e apontar um caminho para o futuro por meio de bons exemplos.
Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional.
Esse é um momento decisivo de inflexão no qual cada movimento é importante para planejarmos e acreditarmos que o Brasil possa ser próspero para os jovens, com oportunidades econômicas e sociais. Precisamos e devemos manter a esperança e a fé de todos os brasileiros e brasileiras.
Por isso, convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o país, como o estabelecimento de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes que possam garantir investimentos e crescimento econômico. Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária.
Definitivamente, somos todos brasileiros e brasileiras e devemos continuar acreditando que vale a pena.
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)


Conhecida nacionalmente pela forte tradição fabril na área têxtil e por um comércio atacadista e varejista altamente competitivo no setor e um pib per capita acima da média brasileira e do próprio estado, de mais de R$ 78,3 mil por habitante (IBGE), Brusque (SC) recebeu cerca de 14 mil novos moradores em apenas cinco anos, entre 2017 e 2022. O movimento ampliou a demanda por moradia e tem aberto espaço para novos projetos imobiliários. O dado dos novos moradores faz parte de diagnóstico divulgado pela Prefeitura de Brusque. A JH Marketing, agência de comunicação estratégica voltada para o segmento e que iniciou a sua trajetória no ramo do varejo contribuindo para alavancar a marca Havan (nativa de Brusque) para o cenário nacional, quadruplicou a sua operação no setor imobiliário na cidade e tem contratos que superam R$ 450 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em lançamentos previstos até dezembro de 2026.
Para Jordan Hang, fundador do Grupo JH e estrategista de marketing e vendas de renome nacional, o avanço populacional e econômico exige mais precisão na hora de definir novos produtos. “Brusque cresce com uma base econômica muito forte e continua atraindo novos moradores. Isso cria oportunidades, mas também aumenta a necessidade de entender qual produto lançar, para quem, em que região e em qual faixa de preço. Crescer o número de empreendimentos sem essa leitura pode gerar um descompasso entre oferta e demanda”, afirma.
Nos últimos meses, a operação da JH na cidade registrou incremento de 60% no VGV de empreendimentos sob sua gestão. A empresa atua desde a análise de mercado e definição do produto, o perfil comportamental do alvo e de todos os envolvidos no processo até o posicionamento, a estratégia de lançamento, a divulgação e a estrutura comercial, física e humana dos empreendimentos. A expansão em Brusque acompanha um planejamento voltado a cidades com crescimento demográfico e econômico e que passam a exigir estruturas mais organizadas para absorver novos projetos.
“Hoje, uma operação de lançamento precisa começar muito antes da campanha publicitária. É necessário ouvir, pesquisar, analisar dados, entender o comprador, quem pode influenciar a compra e estruturar produto, preço e comercialização de forma integrada, bem como, a ação de marketing mais adequada. Não se trata de acompanhar modas, nem de contratar a celebridade “”o momento”, nem novos aplicativos tecnológicos, trata-se de entender o que, de fato, cabe para cada negócio. Foi esse estudo e o comprometimento que temos com nossos clientes, focados em resultados, que nos levou a ampliar a presença em Brusque e chegar a uma carteira de R$ 450 milhões em lançamentos previstos somente para a cidade até o fim do ano”, completa Jordan.
A dinâmica também aparece em outros municípios do Vale do Itajaí, onde a JH já atrai novos clientes ee monitora o crescimento. Blumenau e Indaial, por exemplo, avançam ao longo do eixo da BR-470, com loteamentos e condomínios que buscam atender a expansão das indústrias e do setor de tecnologia.
Sobre a JH Marketing
A JH Marketing é uma empresa brasileira especializada em gestão estratégica de lançamentos imobiliários, com foco em atender construtoras e incorporadoras para aumentar a performance e a valorização da marca. Fundada por Jordan Hang, referência nacional em marketing e vendas, a empresa desenvolve planos personalizados que integram planejamento de alta complexidade, com soluções que envolvem a tecnologia e o humano. Atuam desde a concepção do produto até o posicionamento no mercado. Reconhecida por sua metodologia e sistemas exclusivos, a JH Marketing transforma empreendimentos em marcas desejadas e rentáveis.
Crédito: Jordan Hang
Novas tecnologias, industrialização, eficiência, sustentabilidade e sistemas construtivos mais avançados estarão entre os principais temas da quinta edição da Feira Construir Aí, que ocorre de 8 a 11 de setembro, no Expocentro, em Balneário Camboriú. O evento deve reunir mais de 230 expositores, receber 35 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios. O Fischer Group, responsável pelo primeiro projeto de “edifício-árvore” do Brasil, está entre as empresas que apoiam institucionalmente a iniciativa por meio do Sinduscon de Balneário Camboriú. O apoio reforça a importância da integração entre os diferentes agentes da cadeia da construção civil para o desenvolvimento do setor.
Para o grupo, iniciativas que aproximam construtoras, projetistas, engenheiros, fornecedores e especialistas contribuem para ampliar a troca de conhecimento em um momento de evolução dos sistemas construtivos e de projetos cada vez mais complexos. A programação da Construir Aí terá, no dia 8 de setembro, a partir das 14h, palestra do botânico e paisagista Ricardo Cardim sobre natureza e sustentabilidade. Cardim também está ligado ao Auris Residenze, do Fischer Group, primeiro projeto de “edifício-árvore” do país, e é responsável pelo paisagismo das garagens e acessos do empreendimento, com seleção de espécies que leva a biofilia também a espaços tradicionalmente funcionais. Em Balneário Camboriú, esse intercâmbio ganha relevância diante de temas como eficiência energética, desempenho das edificações, paisagismo e sustentabilidade.
“A evolução da construção civil depende da troca entre diferentes áreas e empresas. Engenharia, materiais, eficiência energética, sustentabilidade e sistemas prediais avançam quando existe um ambiente que favorece o conhecimento e integração entre os profissionais do setor. Por isso, consideramos importante apoiar iniciativas que ampliem esse diálogo e apresentem novas soluções para a construção”, afirma Thomas Fischer, diretor de operações (COO) do Fischer Group.
Essa busca por soluções técnicas aparece em projetos do grupo, como o Auris Residenze, primeiro “edifício-árvore” do Brasil. Com 26 apartamentos e mais de 130 metros de altura, o empreendimento assinado pelo escritório italiano Archea Associati foi concebido com arquitetura biofílica, fachada estrutural aparente, sistemas de renovação de ar, reaproveitamento de águas cinzas e pluviais e soluções projetadas para reduzir em até 42% o consumo de ar-condicionado. O projeto segue padrões internacionais das certificações WELL e LEED.
O portfólio do Fischer Group inclui ainda o Terraço Boa Vista, além de novos projetos que devem ser apresentados ao mercado nos próximos meses e que refletem a atuação da empresa no desenvolvimento de empreendimentos residenciais sustentáveis e de alto padrão em Balneário Camboriú. “Nosso objetivo é que cada novo projeto incorpore aprendizados técnicos, soluções mais eficientes e uma leitura cada vez mais atual das transformações da construção civil e das cidades”, conclui Thomas Fischer.
Sobre o Fischer Group
Focado em projetos ousados e visão empreendedora marcada por gerações, a história do Fischer Group tem relação direta com o desenvolvimento da cidade catarinense de Balneário Camboriú, e iniciou na década de 50 com a inauguração do primeiro hotel de luxo da cidade, o Hotel Fischer, um marco para hotelaria local e nacional na época e que recebeu grandes personalidades públicas e celebridades. A marca Fischer seguiu em renovação e, por meio de especializações e estudos intensos no Brasil e no exterior, trouxe na terceira e na quarta geração, a missão de propagar o “novo luxo” diretamente relacionado à qualidade de vida. Por meio de parcerias com grandes marcas da construção civil, executou empreendimentos diferenciados e de alto padrão como o Terraço Boa Vista e o Fischer Dreams, que está sendo erguido no mesmo local do antigo hotel, além de estar desenvolvendo projetos como o Casa Cubo e o Casa Estaleiro. Auris Residenze entra no mercado como uma “obra-prima da arquitetura viva" e consolida ainda mais o Fischer Group no mercado de empreendimentos ao estilo “boutique”.
https://aurisresidenze.com/ | https://www.fischergroup.com.br/


As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão transformando sustentabilidade, rastreabilidade e transparência em requisitos para empresas que desejam acessar ou permanecer em cadeias de fornecimento do mercado europeu. Para a indústria catarinense, o movimento exige preparação, especialmente de setores exportadores e de empresas que exportam componentes, matérias-primas e produtos para clientes europeus.
“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
Um dos principais instrumentos dessa transformação é o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR). A ferramenta funcionará como uma identidade digital do produto, reunindo informações verificáveis sobre aspectos como composição, origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, reparabilidade e possibilidade de reutilização e reciclagem.
Na prática, mesmo empresas que não exportam diretamente para a Europa podem ser demandadas por seus clientes a fornecer informações sobre seus produtos e processos para que eles atendam às exigências europeias.
Setores catarinenses precisam se preparar
As exigências serão implementadas gradualmente e abrangem segmentos com forte presença em Santa Catarina, como têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, entre outros.
O impacto vai além da adequação ambiental. As empresas precisarão ter capacidade de rastrear informações, organizar dados e comprovar características dos produtos, o que envolve também fornecedores e demais integrantes da cadeia produtiva.
Como se adequar
A preparação deve começar antes da entrada em vigor das exigências para cada setor. Entre as principais medidas estão:
- Mapear a cadeia de fornecedores e a origem das matérias-primas, ampliando a rastreabilidade;
- Estruturar e digitalizar dados sobre produtos, processos e impactos ambientais;
- Medir e reduzir a pegada de carbono, com investimentos em eficiência e descarbonização;
- Adequar produtos aos princípios de economia circular, como durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
- Garantir que as informações possam ser comprovadas, evitando declarações de sustentabilidade sem respaldo técnico.
Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
O desempenho da indústria de transformação no segundo trimestre de 2026 reforça o cenário de perda de espaço da indústria na economia brasileira e acende um alerta para
os próximos meses. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta os juros elevados e o avanço das importações como alguns dos principais fatores por trás do resultado.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação recuou 0,4% no segundo trimestre. Considerando os quatro trimestres encerrados no período, a queda chega a 1,1%. Em 2025, o setor já havia registrado retração de 0,2%.
Para a CNI, o desempenho negativo reflete principalmente o impacto das taxas de juros ainda elevadas, mesmo diante do processo de flexibilização da Selic, e a entrada crescente de produtos importados no mercado brasileiro.
O volume de importações de bens de consumo aumentou 16% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Os juros altos desestimularam os investimentos, encareceram o crédito aos consumidores, aumentando o endividamento e a inadimplência das pessoas e, consequentemente, restringiram a demanda por bens industriais. Esse quadro se agrava com a forte entrada das importações, que acabam por capturar grande parte dessa demanda em queda”, avalia Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.
Indústria extrativa evita resultado ainda pior
O desempenho negativo não ficou restrito à indústria de transformação. No segundo trimestre, a indústria da construção também recuou 0,4%, enquanto o segmento de eletricidade e gás, água e esgoto registrou queda de 1,1%.
O resultado geral da indústria só não foi negativo devido ao desempenho da indústria extrativa, único segmento a apresentar crescimento no período, com alta de 3,4%. O avanço da atividade extrativa, porém, não foi suficiente para compensar as perdas dos demais segmentos e mudar o cenário de enfraquecimento da indústria de transformação.
Outro ponto de preocupação para a CNI é a perda de competitividade dos produtos nacionais diante do avanço das importações. Segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente, a demanda por bens produzidos no Brasil caiu 1,2% em 12 meses até maio de 2026. No mesmo período, a procura por produtos importados aumentou 2,6%.
O movimento ocorre em um momento de retração do consumo das famílias. De acordo com o IBGE, o consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre. Para a CNI, a combinação entre menor demanda e aumento da participação dos produtos estrangeiros amplia a pressão sobre a indústria brasileira.
A retração do consumo também chama atenção porque ocorre apesar do crescimento contínuo da massa de rendimento das famílias. Para a entidade, o comportamento indica que parte da renda disponível está sendo comprometida com outras despesas, especialmente com o pagamento de dívidas.
CNI vê cenário de maior incerteza para o restante do ano
As perspectivas para a indústria de transformação são consideradas preocupantes pela CNI. Além dos juros e da concorrência com produtos importados, a entidade cita medidas que, em sua avaliação, podem ampliar as incertezas para o setor produtivo.
Entre elas estão a redução da jornada de trabalho, a eliminação do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 e o tabelamento do frete. Diante desse cenário, a CNI avalia que poderá revisar a projeção de crescimento de 0,5% para a indústria de transformação em 2026, estimativa feita no final do ano passado.
A eventual revisão para baixo refletiria a combinação de demanda mais fraca, custos elevados de financiamento, menor competitividade e aumento da participação dos produtos importados no mercado brasileiro.
Na avaliação da CNI, a flexibilização da taxa de juros é uma medida correta, mas ainda insuficiente diante do elevado nível das taxas praticadas no país. A entidade também defende uma agenda estrutural de competitividade como forma de recuperar espaço para a indústria nacional.
Nesse sentido, a redução do chamado Custo Brasil e a criação de condições mais equilibradas de competição com produtos estrangeiros são apontadas como medidas essenciais para fortalecer a produção brasileira.
Para a CNI, a recuperação da indústria depende não apenas de condições financeiras mais favoráveis, mas também de mudanças estruturais capazes de reduzir custos, estimular investimentos e melhorar a capacidade de competição das empresas brasileiras.
O desempenho do segundo trimestre, portanto, reforça o desafio de evitar que a perda de participação da indústria na economia brasileira se aprofunde ao longo de 2026.




Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como "imposto do pecado", deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
O tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre eles estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, além da extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports.
A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O governo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.
Produtos taxados
A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:
Cigarros e outros produtos de tabaco;
Bebidas alcoólicas;
Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;
Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;
Extração de bens minerais;
Loterias e apostas;
Bets e fantasy sports.
Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.
Em entrevista coletiva para explicar o PLOA de 2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estimativa de arrecadação busca preservar a carga atual incidente sobre setores que são tributados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
No caso das apostas, a tributação será uma novidade, porque as chamadas bets não estão sujeitas ao IPI. Segundo Durigan, o governo pretende evitar uma alíquota tão baixa que seja irrelevante ou tão alta que estimule a migração das plataformas para a ilegalidade.
Impacto na saúde
O governo utiliza também argumentos relacionados aos custos provocados pelo consumo desses produtos para justificar a tributação.
Segundo o Ministério da Saúde, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que o consumo de álcool gerou, em 2019, R$ 18,8 bilhões em custos. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a despesas federais diretas com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS.
No caso do tabagismo, as doenças relacionadas ao consumo de cigarros geram R$ 153,5 bilhões em custos anuais, segundo estimativa do Ministério da Saúde. O valor inclui despesas diretas e perdas de produtividade.
Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram ainda que:
R$ 86,3 bilhões são custos indiretos associados ao tabagismo;
R$ 8 bilhões são arrecadados anualmente em tributos federais sobre cigarros;
R$ 3 bilhões são os custos estimados ao SUS com doenças relacionadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes.
Reforma tributária
O Imposto Seletivo integra o novo sistema de tributação sobre o consumo aprovado pelo Congresso em 2023 e regulamentado posteriormente. A implementação ocorrerá de forma gradual, com transição prevista até 2033.
A partir de 2027, o IS passará a coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
No Orçamento de 2027, o governo estima R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS. Somados aos R$ 41,9 bilhões previstos para o Imposto Seletivo, os dois novos tributos devem gerar R$ 677,9 bilhões no próximo ano.
A previsão de receitas com os novos tributos é considerada importante para o equilíbrio das contas públicas durante a transição para o novo modelo tributário.
Críticas do setor
Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto Seletivo alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil.
Representantes do setor avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.
O governo, por outro lado, sustenta que o Imposto Seletivo terá não apenas função arrecadatória, mas também regulatória, justamente para reduzir o consumo de produtos com impactos negativos sobre a saúde e o meio ambiente.
Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix.
O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.
O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.
Dois prazos
Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias:
Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED;
Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.
A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix.
Golpe contra lojistas
A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix.
O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.
Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.
Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.
Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.
Como funciona
O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix.
Não estão incluídos casos como:
arrependimento de uma compra;
erro de valor cometido pelo próprio usuário;
erro na escolha da chave Pix;
simples desacordo comercial sem indício de fraude.
Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.
Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.
MED 2.0
A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução.
Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.
O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.
Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível.
Se cair no golpe
Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio.
Também é importante guardar:
comprovante da transferência;
conversas e mensagens;
anúncios ou documentos relacionados à negociação;
dados da conta que recebeu o dinheiro;
outros registros que possam comprovar a fraude.
Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.


O gás natural pode contribuir para diferentes etapas da operação industrial, desde o fornecimento de energia para processos térmicos até a gestão de espaços, logística e manutenção. Distribuído por meio de uma rede canalizada, é fornecido de forma contínua, sem a necessidade de armazenamento de combustível no local de consumo.
Uma das principais características do gás natural é a possibilidade de fornecimento contínuo. Diferentemente de combustíveis que precisam ser transportados e armazenados na indústria, o gás natural chega diretamente aos equipamentos por meio das tubulações que compõem a rede de distribuição, permitindo abastecimento contínuo durante a operação. O modelo também elimina a necessidade de controlar estoques e programar entregas de combustível.
A distribuição canalizada contribui ainda para a segurança e a praticidade da operação. Com a redução da necessidade de tanques, centrais de gás e áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, o espaço fabril pode ser utilizado para outras finalidades. A ausência de operações frequentes de abastecimento também reduz a circulação de veículos dentro e no entorno das unidades industriais.
Eficiência e controle nos processos
A composição do gás natural permite regulagens mais estáveis nos queimadores, facilitando o controle da combustão e a automação dos processos. O combustível apresenta alto rendimento térmico e permite alcançar curvas de temperatura com rapidez e estabilidade, características relevantes para atividades industriais que dependem de controle preciso da temperatura.
A combustão também pode contribuir para a redução da necessidade de manutenção dos equipamentos e para a diminuição do tempo de parada das máquinas. Como o fornecimento é contínuo, a operação não depende de entregas periódicas de combustível, o que favorece a continuidade dos processos produtivos.
Em segmentos como cerâmica, vidro, metalomecânica e alimentos, o controle das condições de combustão pode contribuir para a padronização do processo e para a qualidade do produto final. Por apresentar uma combustão mais limpa e praticamente não gerar cinzas ou resíduos sólidos, o gás natural também pode contribuir para reduzir depósitos e incrustações nos equipamentos, diminuindo determinadas necessidades de limpeza e manutenção.
Mais espaço e menos logística
Outro benefício está relacionado à logística. Como o gás natural é transportado por uma rede subterrânea, a indústria não precisa manter áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, como lenha, GLP, óleo combustível ou outros. Também são reduzidas as operações relacionadas ao recebimento e reabastecimento desses produtos.
A liberação de áreas antes ocupadas por tanques e estoques pode permitir uma utilização mais eficiente do espaço fabril. Ao mesmo tempo, a redução do transporte rodoviário de combustíveis reduz a circulação de veículos associados ao abastecimento dentro e no entorno das unidades industriais.
Segurança e meio ambiente
O fornecimento canalizado reduz a necessidade de armazenamento de grandes volumes de combustível na indústria. Assim, como o gás natural é mais leve que o ar e, em ambientes adequadamente ventilados, tende a se dispersar em caso de vazamento. Como qualquer combustível, seu uso exige instalações projetadas, equipamentos adequados e procedimentos de segurança.
Do ponto de vista ambiental, a combustão do gás natural apresenta menores emissões de material particulado, óxidos de enxofre e outros poluentes atmosféricos em comparação com combustíveis mais intensivos em impurezas, como alguns combustíveis sólidos e líquidos. O gás natural também apresenta menor intensidade de emissões de CO2 por unidade de energia em comparação com demais combustíveis intensivos em carbono.
Um modelo de fornecimento contínuo
Além dos aspectos operacionais, o modelo de fornecimento permite maior previsibilidade na gestão energética da indústria, em que a indústria paga pelo volume efetivamente consumido, sem a necessidade de manter estoques de combustível. Em Santa Catarina, a distribuição é realizada pela SCGÁS por meio de uma rede canalizada, com atendimento aos clientes e suporte operacional. Assim, facilita o acompanhamento do consumo e o planejamento energético da unidade, permitindo que a indústria concentre seus esforços em sua atividade principal e reduza a complexidade associada à gestão de combustíveis.
Com fornecimento contínuo, controle dos processos térmicos, menor necessidade de armazenamento, redução de operações logísticas e maior previsibilidade operacional, o gás natural é uma alternativa para indústrias que buscam maior eficiência, estabilidade e praticidade na gestão energética.