sexta, 06 de novembro de 2026
05/01/2026

Epagri assume gestão de Cedups e revoluciona educação técnica em Santa Catarina


Modelo integra o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural da Epagri ao ensino técnico (Foto: Aires mariga/Epagri)
 
Em fevereiro de 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa marcou uma nova fase da educação técnica em Santa Catarina ao integrar o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural ao ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia.
 
Os Cedups estão localizados nos municípios de São Miguel do Oeste, Campo Erê, Canoinhas, Água Doce e São José do Cerrito. Em dez meses de gestão, a Epagri destinou em torno de R$12 milhões para melhorias em infraestrutura e formação de professores dessas unidades, que atendem cerca de 1,5 mil estudantes. “Esses investimentos foram feitos para qualificar os ambientes de ensino e garantir melhores condições de trabalho para professores, equipes técnicas e administrativas”, ressalta a diretora de ensino agrotécnico da Epagri, Andréia Meira.
 
A diretora destaca ainda que a qualificação dos profissionais também foi uma das prioridades da Epagri. Cerca de 120 professores participaram de cursos, oficinas e encontros voltados a metodologias inovadoras, uso de tecnologias no ensino agrícola, segurança alimentar, sustentabilidade e práticas de extensão.
 
Diferenciais do novo modelo
 
Um dos principais diferenciais do modelo implantado em 2025 foi a conexão direta dos Cedups com as Estações Experimentais, Centros de Treinamento e Gerências Regionais da Epagri. Essa aproximação permitiu a realização de dias de campo, visitas técnicas, aulas práticas com base em tecnologias desenvolvidas pela pesquisa e a implantação de Unidades de Referência Educativa.
 
 
Meta da Epagri é ampliar a participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Essa integração também se refletiu no acompanhamento das famílias dos estudantes nas propriedades. “Ações de assistência técnica e extensão rural fortaleceram a relação entre as escolas e as comunidades rurais, ampliando o alcance social, produtivo e formativo dos Cedups”, explica Andréia.
 
Segundo o presidente da Epagri, Dirceu Leite, outro avanço de 2025 foi o aumento da participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico. Hoje, mais da metade dos estudantes dos Cedups é formada por filhos de agricultores, e a meta, de acordo com ele, é ampliar ainda mais esse percentual, aliada ao fortalecimento da presença feminina. “Esse é o caminho para renovar a agricultura catarinense com conhecimento, inovação e pertencimento”, afirma.
 
Com o primeiro ano concluído, a Epagri inicia 2026 com metas de ampliar o número de Unidades de Referência Educativa, reforçar os laboratórios didáticos, expandir estágios e vivências supervisionadas no campo e aprofundar a formação continuada dos docentes. A empresa também avança na articulação para assumir a gestão das 11 Casas Familiares Rurais do estado, ampliando a oferta de educação técnica e reforçando, na prática, o investimento no futuro da agricultura catarinense.
 
Continuidade da produção e renovação geracional
 
A gestão dos Cedups ampliou um trabalho que a Epagri realiza há anos com os jovens rurais visando à continuidade da produção, à renovação geracional e ao fortalecimento da agricultura familiar e da pesca em Santa Catarina. Em 2025, a empresa garantiu mais de R$3,26 milhões na formação de jovens e mulheres, incentivando também o protagonismo feminino no campo e no mar.
 
 
Os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar da Epagri capacitaram 303 jovens em 2025 (Foto: Divulgação/Epagri)
Em 2025, os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar capacitaram 303 jovens, e o programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas. Após a formação, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) oferece apoio financeiro para desenvolvimento de novas atividades ou melhoria das existentes. Em 2025 foram mais de R$ 6 milhões de investimentos nos projetos de jovens e mulheres que passaram pelos cursos da Epagri.
 
Protagonismo feminino
 
O último Censo Agropecuário, de 2017, indicou uma grande concentração masculina na gestão das propriedades rurais. Entre mais de cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil, cerca de um milhão eram geridos por mulheres (20%). Em Santa Catarina, o percentual era ainda menor: 10% das propriedades rurais eram administradas por mulheres, segundo o IBGE. 
 
 
O programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas (Foto: Pablo Gomes / Epagri/Fapesc)
A boa notícia é que houve crescimento e com políticas de empoderamento das mulheres no campo, a expectativa é que essa realidade esteja em transformação. Desde 2019, o programa Flor-E-Ser capacitou mais de 700 mulheres em habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança, criando oportunidades para que elas assumam papéis de destaque nas atividades rurais e pesqueiras.
 
Os cursos são realizados nos 13 centros de treinamento da Epagri espalhados pelo estado. As participantes passam dois dias por mês nas unidades, frequentando aulas teóricas, práticas e trocando experiências com outras mulheres. A agricultora Denise Melânia Vital, de Araquari, transformou um hobby em negócio depois de participar do Flor-E-Ser. Hoje, ela é dona de uma pequena agroindústria de massas e panificados. “Eu costumo dizer que o curso foi um divisor de águas. O que eu tinha de paixão, mas que estava adormecido, foi despertado. No Flor-E-Ser, encontramos incentivo e apoio”, conta Denise.
 
Sucessão familiar
 
Dados do IBGE também mostram o desafio de manter os jovens no campo para dar continuidade às atividades agrícolas. Segundo o instituto, 30% das empresas familiares agrícolas são herdadas pelos filhos e apenas 5% pelos netos. Para fazer frente a este desafio, a Epagri já capacitou mais de 3,2 mil jovens de 18 a 29 anos desde 2012 por meio do programa Ação Jovem Rural e do Mar.
 
 
Após o curso, o casal Jenifer e Alexsandro está aperfeiçoando a gestão das atividades na propriedade da família (Foto: Divulgação / Epagri)
O curso tem duração de um ano e, ao final, o jovem elabora seu projeto de vida, com proposta de melhorias no negócio da família. Os projetos recebem apoio financeiro da Sape para serem implementados. Além de estimular o protagonismo dos jovens nas propriedades rurais e pesqueiras, o programa desenvolve habilidades em liderança para atuar em instituições comunitárias como sindicatos e associações.
 
O casal Jenifer Dettenborn e Alexsandro Vendruscolo, de Dionísio Cerqueira, é um exemplo do potencial transformador do programa Jovem Rural e do Mar. Egressos do curso em 2023, eles têm aperfeiçoado a gestão das atividades na propriedade dos pais de Alexsandro, que se dedicavam à produção de leite. Hoje, eles também produzem feijão, mandioca, batata-doce e carne. O foco é gerar mais renda e baixar os custos. 
 
Com apoio dos extensionistas Fábio Biela e Jonas Marcelo Ramon, o casal já apresenta excelentes resultados na propriedade. A produção leiteira passou de nove litros de leite para 15 litros. Jenifer, que nasceu em São José do Cedro, mas viveu por 10 anos em São Paulo, não pensa em nenhum momento abandonar o campo. 
 
Investimentos e modernização fortalecem capacidade de entrega da Epagri
 
Em 2025, a Epagri avançou na modernização e no fortalecimento de sua infraestrutura, com investimentos que ampliaram a capacidade de atendimento, inovação e competitividade da empresa. Os resultados abrangem infraestrutura, tecnologia, pesquisa, extensão rural, educação e pessoal.
 
 
Os Cedups foram contemplados com tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos agrícolas (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação de sua frota, com a aquisição de 68 novos veículos, garantindo agilidade, segurança e maior presença das equipes técnicas nos municípios.  Outros R$5,4 milhões foram aplicados na compra de tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos que fortaleceram diretamente as atividades de pesquisa e os Cedups Agrotécnicos.
 
A modernização tecnológica também foi prioridade. A Epagri destinou R$ 16,6 milhões para atualização de seu parque tecnológico, incluindo sistemas de armazenamento, servidores, firewall, notebooks e desktops. Uma das iniciativas estratégicas foi a parceria firmada com a Defesa Civil para o compartilhamento de datacenter, ampliando a segurança operacional e reduzindo custos. “Este ano foi decisivo para qualificar nossa estrutura interna. Modernizamos processos, fortalecemos a governança digital e asseguramos uma base tecnológica mais segura e eficiente para toda a empresa”, destaca a diretora de Administração e Finanças, Fabrícia Hoffmann Maria.
 
 
Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação da frota, com a aquisição de 68 novos veículos (Foto: Leo Munhoz /SECOM)
Outra frente importante foi a melhoria das condições de trabalho, com R$1,9 milhão aplicados na renovação de mobiliários em diversas unidades. As unidades de pesquisa também receberam atenção especial, com ampliações na área de piscicultura, reformas estruturais, aquisição de novos equipamentos laboratoriais, construção de estufas agrícolas, barracões e outras melhorias que fortalecem a inovação científica e a capacidade operacional.
 
No campo do desenvolvimento rural, a Epagri celebrou o convênio estadual Cederural, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), que garantiu R$ 3,2 milhões em 2025 para ações de capacitação de jovens e mulheres do campo e do mar. No âmbito federal, os convênios PAC/Embrapa, Finep, MDA e MPA somaram cerca de R$6,3 milhões destinados à aquisição de veículos e equipamentos agrícolas. Já o setor de meteorologia foi contemplado com R$2,5 milhões via Defesa Civil e Fundo Hídrico.
 
Para impulsionar ainda mais a pesquisa e o desenvolvimento, foram homologados, em parceria com a Fapesc, editais que totalizam R$ 8 milhões em financiamento de projetos e concessão de bolsas, criando oportunidades e estimulando novas soluções para o agro catarinense.
 
No conjunto de recursos disponíveis diretamente às áreas fim, a empresa destinou R$ 51,7 milhões para a pesquisa agropecuária, R$ 25,6 milhões para a extensão rural e R$11,6 milhões para a educação, somando mais de R$ 88,9 milhões distribuídos às unidades em todo o Estado. Esses valores garantiram o bom funcionamento das equipes, a continuidade de programas estratégicos e a ampliação de serviços para agricultores, pescadores, jovens e comunidades rurais.
 
Outro marco de 2025 foi o reforço no quadro de pessoal. A empresa registrou a maior contratação de sua história com a entrada de 417 novos concursados, recompondo equipes e garantindo melhores condições de atendimento em pesquisa, extensão e educação.
 
Empresa chega a todos os municípios e fortalece assistência técnica no campo
 
Em 2025, a Epagri registrou um avanço histórico ao estabelecer escritórios em 100% dos municípios catarinenses, garantindo sua presença territorial plena e fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores. Ao longo do ano, mais de 132 mil produtores foram atendidos por meio de 268 mil ações técnicas, entre cursos, capacitações, dias de campo, visitas técnicas e seminários.
 
 
Em 2025 a Epagri garantiu presença territorial plena em SC, fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores (Foto: Aires Mariga/Epagri)
A atuação ampliada refletiu também na elaboração de 12 mil propostas de crédito rural, que viabilizaram cerca de R$ 715 milhões em investimentos, beneficiando 10,5 mil agricultores com modernização, insumos e melhorias na estrutura. Para o diretor de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri, Gustavo Claudino, ao estar presente em todo o território catarinense, a empresa garante que cada produtor tenha acesso ao conhecimento, ao crédito e às condições necessárias para prosperar. “É assim que construímos um campo mais forte, mais sustentável e com mais oportunidades”, destaca.
 
Garantia de US$ 150 milhões para o meio rural e pesqueiro
 
Gustavo pontua, ainda, outro trabalho da equipe técnica da extensão rural em conjunto com a pesquisa da Epagri: a elaboração do manual técnico e operacional do Programa SC Rural 2, que prevê US$ 150 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro catarinense nos próximos seis anos. Desse valor, US$ 120 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$30 milhões serão contrapartida do Governo de Santa Catarina.
 
O documento, produzido com rigor científico pela equipe técnica da empresa, garante diretrizes alinhadas às necessidades reais do campo. O aporte será injetado diretamente no meio rural para melhorar a infraestrutura, impulsionar a inovação agrícola e fortalecer a sustentabilidade ambiental.
 
O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que o SC Rural 2 é um dos maiores investimentos no setor rural catarinense e um marco para o futuro da agricultura de Santa Catarina, colocando o estado na vanguarda na produção agropecuária do Brasil.
 
Regularização ambiental avança com atuação da Epagri no Cadastro Ambiental Rural
 
Em 2025, a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (SEMAE). A empresa realizou uma força-tarefa de busca ativa que resultou na efetivação de 12.397 novos cadastros e de 9.918 retificações, além da identificação de 11.647 vazios (propriedades sem cadastro) no Sistema CAR.
 
 
Em 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural com a SEMAE (Foto: Jonatan Jumes/Epagri)
O CAR é um registro eletrônico que reúne informações ambientais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas de uso restrito. A Lei nº 12.651/2012 determina a inscrição de todos os imóveis rurais do País no Sistema CAR até 31 de dezembro de 2025.
 
Esse registro garante segurança jurídica da propriedade e valoriza a produção rural associada à preservação. O produtor que não fizer seu registro no CAR e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no prazo estabelecido terá restrição ao acesso a benefícios e créditos rurais, poderá perder a área consolidada e não conseguirá regularizar sua propriedade ambientalmente.
 
O presidente Dirceu Leite ressalta que, com essas entregas, a Epagri reforça o compromisso com a governança territorial, a preservação ambiental e o desenvolvimento rural sustentável. “Nossa meta é garantir que mais produtores alcancem a regularização necessária para acessar programas de crédito, incentivos e instrumentos de apoio fundamentais para o fortalecimento da agricultura catarinense”, diz ele.
 
Tecnologias sustentáveis da Epagri lideram mitigação climática no campo
 
Em 2025, a Epagri consolida os avanços alcançados no ciclo 2023–2025 na mitigação de emissões de carbono em Santa Catarina. As tecnologias sustentáveis implementadas pela empresa foram responsáveis por mais da metade da mitigação registrada no estado no período, totalizando 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente. Essas soluções chegaram a cerca de 19 mil empreendedores rurais, abrangendo 91 mil hectares.
 
 
As tecnologias sustentáveis implementadas pela Epagri foram responsáveis pela mitigação de 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente (Foto: Divulgação/Epagri)
Os dados são do relatório do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030. Lançado em 2023, o ABC+SC tem participação da Epagri e de outros órgãos do Governo, além de organizações privadas do setor agropecuário. A meta é mitigar 86 milhões de toneladas de carbono até o ano de 2030. 
 
“Os resultados da Epagri mostram o compromisso institucional da empresa com adaptação climática e produção de alimentos com menor impacto ambiental, posicionando Santa Catarina como referência nacional em práticas sustentáveis”, afirma o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
 
Resiliência climática
 
Além da sustentabilidade, as tecnologias da Epagri que fazem parte das ações previstas pelo Plano ABC+SC trazem maior resiliência às mudanças climáticas e menores custos de produção. O objetivo é reduzir perdas com eventos extremos, manter a competitividade, garantir a segurança alimentar e diminuir impactos ambientais. 
 
Uma das tecnologias que mais contribuiu para o cumprimento das metas do Plano ABC+SC foi o Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG). A ampliação da área plantada foi de 57 mil hectares. O SPDG protege o solo com plantas de cobertura, dispensando o revolvimento da terra fora da linha de semeadura, contribuindo para a fixação do carbono no solo e reduzindo as emissões.
 
Na pecuária, a Epagri está difundindo o Manejo e a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) como meta do ABC+SC. O avanço nos últimos três anos foi de mais de 28 mil hectares. O sistema à base de pastagens melhora a infiltração de água, reduz a erosão e aumenta a capacidade adaptativa da pecuária em secas prolongadas.
 
Investimentos recordes impulsionam pesquisa e entrega de novas tecnologias
 
Os recursos destinados à pesquisa agropecuária da Epagri vêm registrando recordes consecutivos nos últimos três anos e, em 2025, alcançaram um novo patamar ao ultrapassar os R$51 milhões. No ano, a empresa executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais.
 
 
Em 2025 a Epagri executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Entre as tecnologias estão novas variedades de hortaliças e frutas, adaptadas às condições de Santa Catarina. O destaque são as variedades de alho e banana, que apresentam desempenho agronômico superior, com maior produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
 
“Nós comemoramos em 2025 meio século de existência da pesquisa agropecuária pública em Santa Catarina. Nada melhor do que ampliar os investimentos para reconhecer o valor de uma área que contribui de forma significativa para a competitividade da economia rural catarinense”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto (Foto: Aires Mariga/Epagri)
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow, explica que os investimentos em pesquisa têm efeito de médio e longo prazo. Segundo ele, a Epagri tem focado em inovações que ajudam os produtores rurais a enfrentar mudanças climáticas e reduzir os custos de produção. “Estes são os maiores desafios da agropecuária e a pesquisa deve estar conectada com as demandas do mercado”, reforça. 
 
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida em parceria com a Embrapa e com o apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc. Lançada há apenas dois anos, a 126 Dueto já representa mais da metade da área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. 
 
O sucesso se deve à resistência da variedade tanto a baixas quanto a altas temperaturas na fase reprodutiva e à excelente produtividade. Os extremos de temperatura são efeitos comuns das mudanças climáticas, causando prejuízos às lavouras. Além disso, a SCSBRS126 Dueto tem se mostrado tolerante à doenças como a brusone de folha, que teve bastante incidência neste início de safra 2025/2026.
 
Epagri assume protagonismo no fortalecimento da aquicultura e da pesca
 
A Epagri vai coordenar o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro de Santa Catarina, lançado no final de 2025 pelo Governo do Estado. O programa vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor. Entre os impactos previstos estão a ampliação do percentual de produtores tecnificados e o consequente aumento da produção catarinense de peixes e de frutos do mar.
 
 
Programa lançado pelo Governo do Estado vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor aquícola e pesqueiro (Foto: Divulgação/Epagri)
Uma das ações será a contratação, já em 2026, de 33 novos profissionais, entre extensionistas, pesquisadores e assistentes de pesquisa. Esse reforço fortalece o atendimento direto aos pescadores artesanais e aquicultores e garante que o conhecimento gerado pela pesquisa chegue mais rapidamente às comunidades produtivas.
 
O programa também prevê a modernização da infraestrutura necessária para ampliar a presença da Epagri nos municípios. Os investimentos contemplam a estruturação de escritórios contêineres municipais, aquisição de novos veículos e compra de equipamentos eletrônicos e embarcações que darão suporte às ações de extensão e monitoramento na maricultura. O programa destina ainda recursos para modernizar as unidades de pesquisa da empresa em Florianópolis e em Itajaí.
 
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o programa inaugura um novo ciclo para a aquicultura e pesca de Santa Catarina. “Vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiros passo para transformar esse potencial em realidade”, afirma.
 
Prêmios reconhecem resultados da Epagri em 2025
 
A Epagri subiu ao palco várias vezes em 2025 para receber premiações por iniciativas realizadas em diferentes áreas da empresa: gestão administrativa, pesquisa agropecuária, ensino e extensão rural. Os prêmios incluem reconhecimento nacional e internacional a boas práticas de governança e a pesquisas que trazem benefícios significativos aos produtores rurais.
 
“As premiações reforçam nossa missão de construir uma empresa mais moderna, organizada e orientada a resultados, com capacidade crescente de planejar, executar e monitorar ações estratégicas para o desenvolvimento rural de Santa Catarina”, afirma o presidente Dirceu Leite. 
 
Reconhecimento Internacional
 
Na área de pesquisa, o destaque foi o reconhecimento internacional à variedade de arroz SCSBRS126 Dueto. A 126 Dueto foi finalista do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025”, promovido pela Novo Nordisk Foundation, sediada na Dinamarca. O prêmio foi recebido por Rubens Marschalek, pesquisador em Melhoramento Genético de Arroz Irrigado. A premiação destacou a contribuição da tecnologia para a segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.
 
 
A 126 Dueto também venceu a edição 2025 do Prêmio de Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, na categoria Produto. A premiação foi entregue no dia 15 de dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc). Além de placa e certificado, os vencedores terão acesso a um edital de fomento exclusivo, com recursos de até R$100 mil por projeto, para fortalecer as iniciativas premiadas.
 
Outro destaque internacional neste ano foi a pesquisa “Modelagem de crescimento de árvores nativas em sistemas silvipastoris tradicionais com ênfase no sequestro de carbono”. O projeto recebeu o Prêmio para o Progresso dos Pastos 2025, entregue durante evento em Portugal à Ana Lúcia Hanisch, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Canoinhas. 
 
A pesquisadora coletou dados em caívas, sistemas agroflorestais que associam simultaneamente a criação de bovinos, a extração da erva-mate e a manutenção das árvores nativas. “As caívas têm pastagem e árvores, e ambas sequestram muito carbono. Se soubermos quanto, podemos gerar informações para que os agricultores possam vender créditos de carbono”, explica.
 
Sustentabilidade ambiental
 
Em 2025, a Epagri também foi premiada por várias ações na área de sustentabilidade. O projeto Estratégias para Proteção e Recuperação de Nascentes e Cursos d’Água em Propriedades Rurais, em parceria com o Consórcio Iberê, recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia. Foi a 26º vez que a Epagri recebeu o troféu Onda Verde, o que faz dela a maior vencedora da história da premiação.  
 
O projeto premiado foi desenvolvido nos municípios de Cordilheira Alta e Chapecó. Produtores rurais receberam suporte técnico e recursos materiais para proteger Áreas de Preservação Permanente (APP), evitando judicialização e penalidades.  Foram recuperadas e protegidas 132 nascentes e 117 trechos de cursos d’água, distribuídos por 91 propriedades. 
 
 
Projeto da Epagri/Cedup alia educação ambiental, ciência e ação comunitária na recuperação e preservação de nascentes (Foto: Epagri/Divulgação)
Na área de Ensino, a Epagri/Cedup Vidal Ramos, em Canoinhas, conquistou o Prêmio Fritz Müller 2025, o mais importante reconhecimento ambiental de Santa Catarina. A instituição foi vencedora na categoria “Conservação de Recursos Naturais e da Vida Silvestre”, com o projeto “Raízes da Água”, criado para restaurar e proteger as nascentes localizadas dentro do território da escola. 
 
Segurança Alimentar
 
A Epagri/Cedup Campo Erê garantiu o primeiro lugar na etapa regional da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (Fecitec/SC), na categoria ensino profissionalizante. O projeto, dos alunos Mariane Fuzinatto Zimmermann e Tiago Zanon Bortoli, aborda o uso de alimentos funcionais na alimentação de frangos de corte. 
 
Nos experimentos feitos pelos estudantes, eles comprovaram a eficácia do uso de alimentos como alho em pó, pimenta preta moída e orégano desidratado aliados à ração. A ideia surgiu ao perceberem a demanda por alimentos produzidos de forma segura e sustentável. 
 
Boas práticas de governança
 
Na área de gestão, o destaque foi para o gerenciamento de projetos. A Epagri ficou como um dos cinco melhores cases do setor público brasileiro na Premiação Agilidade Brasil 2025, ao lado de Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo. A iniciativa reconhece práticas inovadoras de gestão ágil.
 
O case da Epagri destaca a criação da cadeia de valor da empresa por meio de uma plataforma ágil. A ferramenta permite aos públicos interessados visualizar os fluxos de trabalho, a padronização de processos e a integração das áreas de pesquisa, extensão rural e ensino. 
 
 
Prêmio PMI-SC valoriza iniciativas que se destacam pela gestão eficiente, inovação, impacto e contribuição para o desenvolvimento do estado (Foto: Aires Mariga/Epagri)
Na esfera estadual, a Epagri se destacou no Prêmio PMI-SC Melhores do Ano 2005 entre as três melhores instituições na categoria Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO). O diferencial da Epagri está na convergência entre inovação tecnológica, transparência pública e governança estratégica. A metodologia implementada já permitiu a redução de 30% do tempo médio de consolidação e atualização das informações em programas estratégicos.
 
Para o presidente Dirceu Leite, os avanços registrados ao longo de 2025 representam um período de fortalecimento da Epagri. “Encerramos o ano com uma empresa mais moderna, estruturada e preparada para os desafios do desenvolvimento rural catarinense. Os resultados refletem o trabalho comprometido de nossas equipes e a confiança da sociedade nas nossas ações. Temos  certeza de que entregamos uma Epagri mais forte, mais eficiente e mais próxima das pessoas. Em 2026, nossa caminhada continua para consolidar uma gestão comprometida com resultados e inovação, sempre focada no atendimento às famílias rurais e no desenvolvimento do agro catarinense”, conclui o presidente.
 
Com a colaboração de Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc


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Produção da indústria recua 0,8% em setembro; 4ª queda em cinco meses

A produção da indústria brasileira apresentou queda de 0,8% na passagem de agosto para setembro. O resultado representa a quarta retração no intervalo de cinco meses.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o dado de setembro veio abaixo da mediana das expectativas de mercado (-0,4%).

No acumulado de 12 meses, a produção industrial apresenta alta de 0,2%. De acordo com o analista da pesquisa, André Macedo, o desempenho das fábricas brasileiras nos últimos meses revelam clara redução na magnitude de crescimento.

Nos cinco últimos meses, a perda acumulada chega a 4,1%, o que elimina parte do ganho de 4,2% verificado nos quatro primeiros meses do ano.

Com os números de setembro, a indústria fica posicionada 16,5% abaixo do patamar mais alto já registrado, que pertence a maio de 2011.

Veja o comportamento do setor nos últimos meses:

Setembro: -0,8%
Agosto: -07%
Julho: 0%
Junho: -1,6%
Maio: -1%
Queda disseminada
Macedo detalha que na passagem de agosto para setembro, houve perfil disseminado de taxas negativas, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 25 atividades industriais pesquisadas.

Veja o comportamento por grande categoria econômica:

bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,9%
bens de consumo semi e não duráveis: -1,2%
bens intermediários (produtos utilizados na produção de outros bens): -0,7%
bens de consumo duráveis: 0,7%
Entre as atividades, as principais influências negativas foram coque (derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e produtos alimentícios (-1,7%).

Macedo explica que a produção de álcool etílico e de açúcar responderam por grande parte das perdas.

Vale destacar que essas atividades foram pressionadas pela redução no processamento da cana-de-açúcar, refletindo, em grande parte, os impactos provocados pelo maior volume de chuvas".

Por outro lado, o crescimento nas indústrias extrativas (1,7%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria. "Nesta atividade, os destaques ficaram por conta da maior extração de óleos brutos do petróleo, gás natural e minérios de ferro", analisa.

Em relação a setembro do ano passado, a produção industrial caiu 2,5%, o recuo mais acentuado desde março de 2024 (-2,9%).

O IBGE aponta que a comparação foi afetada pelo efeito calendário (setembro de 2026 teve um dia útil a menos) e por uma elevada base de comparação, já que a indústria avançou 2% em setembro de 2025.

IBGE abre seleção para mais de 27 mil recenseadores temporários

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo para contratar 27.279 recenseadores temporários que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. As inscrições poderão ser feitas a partir das 10h do dia 6 de novembro até as 23h59 do dia 25 de novembro no site da Fundação Cesgranrio.

De acordo com o edital publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União, a taxa de inscrição é de R$ 70. Os candidatos selecionados serão contratados, por seis meses, para coletar informações em estabelecimentos agropecuários em todo o país.

A remuneração será composta por uma parcela fixa mensal de R$ 1.741 e uma parcela variável por produção, limitada a R$ 2.629. Com isso, o valor total poderá chegar a R$ 4.370, conforme o desempenho do recenseador e o cumprimento das metas de coleta estabelecidas pelo instituto.

Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais, adicional de um terço de férias e auxílio para custeio de deslocamentos relacionados ao trabalho.

Atividades
Os recenseadores serão responsáveis por identificar, localizar e visitar estabelecimentos agropecuários nos setores sob sua responsabilidade.

Entre as atribuições estão a realização de entrevistas presenciais com produtores rurais, o preenchimento de questionários eletrônicos em dispositivos móveis, a atualização de cadastros e o registro de coordenadas geográficas das propriedades visitadas.

Também caberá aos profissionais transmitir os dados coletados ao sistema do IBGE, cumprir metas de produtividade e qualidade, participar de treinamentos e manter sigilo sobre as informações prestadas pelos entrevistados.

O prazo de contratação poderá ser prorrogado, desde que o período total não ultrapasse quatro anos, conforme a legislação que rege as contratações temporárias na administração pública federal.

Imposto do pecado: entenda cobrança sobre cigarros, bebidas e veículos

Após meses de negociação com os setores atingidos, o governo federal publicou, na quarta-feira (4), a Medida Provisória (MP) 1.399/2026, que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS), conhecido como Imposto do Pecado.
Criado pela reforma tributária, o tributo incidirá sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, veículos e determinadas atividades de apostas.

A cobrança está prevista para começar em fevereiro de 2027, com percentuais temporários que deverão vigorar até dezembro do mesmo ano. A partir de 2028, o imposto terá alíquotas definitivas, que ainda serão discutidas pelo governo federal e pelo Congresso Nacional.

A medida estabelece regras específicas para cada categoria de produto, incluindo critérios relacionados ao teor alcoólico das bebidas e à eficiência energética dos veículos. Confira o que muda e como funcionará a tributação.

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O que é o imposto?
O Imposto Seletivo é um tributo federal criado pela Reforma Tributária com o objetivo de desestimular o consumo de bens e serviços que provocam impactos negativos à saúde ou ao meio ambiente.

Conhecido popularmente como Imposto do Pecado, o IS será aplicado além dos demais tributos previstos na nova estrutura tributária brasileira.

Entre os produtos e atividades sujeitos à cobrança estão:

Cigarros e outros produtos fumígenos;
Bebidas alcoólicas;
Bebidas açucaradas, como refrigerantes;
Veículos automotores;
Aeronaves e embarcações;
Determinados bens minerais, como petróleo, minério de ferro, carvão mineral e gás natural;
Concursos de prognósticos, como loterias e modalidades de apostas;
Fantasy sports, modalidade de competição esportiva virtual.
O imposto poderá incidir sobre a produção, extração, comercialização ou importação dos produtos abrangidos pela legislação. A cobrança será realizada uma única vez ao longo da cadeia econômica, sem possibilidade de aproveitamento de créditos de operações anteriores.

Quais são as alíquotas?
A MP estabelece percentuais temporários para o período de fevereiro a dezembro de 2027. Em regra, as alíquotas foram definidas com base na tributação atualmente aplicada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No caso dos cigarros e cigarrilhas, a tributação inclui uma parcela percentual e outra fixa de R$ 3,50 por vintena, correspondente a um maço com 20 unidades.

Para as bebidas alcoólicas, a cobrança varia de acordo com a categoria do produto e o teor alcoólico. A proposta é que bebidas com maior concentração de álcool estejam sujeitas a uma tributação mais elevada.

Veículos
A tributação dos automóveis terá uma sistemática diferente das demais categorias. Para os carros de passeio, a MP estabelece uma alíquota-base de 6,3%, que poderá ser ajustada conforme características técnicas e ambientais.

A definição do percentual final levará em consideração cinco critérios:

Fonte de energia e tecnologia de propulsão;
Eficiência energética;
Potência do veículo;
Desempenho estrutural e tecnologias de assistência à direção;
Reciclabilidade.
Após a aplicação dos ajustes previstos na medida, o resultado será multiplicado pelo fator de conversão de 1,21.

Na prática, veículos com características mais sustentáveis poderão receber reduções na tributação, enquanto determinados modelos poderão ter acréscimos. A alíquota final, portanto, não será igual para todos os automóveis.

Para veículos comerciais leves, a alíquota-base prevista é de 3,9%, também sujeita a ajustes.

Alíquota zero
A medida provisória estabelece condições especiais para determinados veículos e categorias de compradores.

Entre os casos previstos de alíquota zero estão:

Pessoas com deficiência (PCD): veículos adquiridos por pessoas com deficiência;
Pessoas com TEA: automóveis adquiridos por pessoas com Transtorno do Espectro Autista;
Taxistas: veículos utilizados por motoristas profissionais na categoria de aluguel, conforme as condições previstas na legislação;
Veículos sustentáveis: modelos que atendam aos critérios de sustentabilidade e tenham o registro exigido pela medida;
Caminhões: veículos com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes;
Forças Armadas e segurança pública: aeronaves, embarcações e veículos destinados ao uso operacional desses órgãos, observadas as condições legais.
A MP também prevê alíquota zero para determinados bens minerais durante o período de transição de 2027.

Carros de passeio terão alíquota-base de 6,3%, que poderá ser ajustada conforme características técnicas e ambientais Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
Quando começa a cobrança?
O Imposto Seletivo será implementado de forma gradual, em etapas que acompanham a transição da Reforma Tributária.

Veja como ficará o calendário:

Até dezembro de 2026: permanece o modelo atual de tributação pelo IPI;
Janeiro de 2027: o governo pretende manter a incidência do IPI sobre os produtos abrangidos pelo Imposto Seletivo, mediante aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC);
Fevereiro a dezembro de 2027: começa a cobrança do Imposto Seletivo, com alíquotas temporárias;
A partir de janeiro de 2028: deverá entrar em vigor o modelo permanente, com percentuais definitivos.
O governo deverá encaminhar ao Congresso Nacional, até 31 de maio de 2027, um projeto de lei com as alíquotas que serão aplicadas a partir de 2028.

O que muda em 2028?
As alíquotas estabelecidas para 2027 são temporárias e foram definidas, em regra, para manter o nível de tributação atualmente aplicado pelo IPI.

A partir de 2028, os percentuais poderão ser alterados conforme as regras permanentes do Imposto Seletivo.

Isso significa que produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poderão ter aumentos ou reduções na tributação, dependendo das alíquotas aprovadas pelo Congresso Nacional.

A intenção do governo é utilizar o imposto como instrumento para desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Além disso, a extração de bens minerais, como petróleo, minério de ferro, carvão mineral e gás natural, terá alíquota zero durante 2027. A tributação definitiva desses produtos também deverá ser estabelecida posteriormente.

Por que substituir o IPI?
A substituição do Imposto sobre Produtos Industrializados pelo Imposto Seletivo faz parte da reorganização dos tributos federais sobre o consumo promovida pela Reforma Tributária.

Com a mudança, o IPI terá suas alíquotas reduzidas a zero para a maior parte dos produtos, preservadas as exceções previstas na legislação relacionadas à Zona Franca de Manaus.

Enquanto o IPI possui uma incidência mais ampla sobre produtos industrializados, o Imposto Seletivo terá foco específico em bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Para 2027, a previsão do governo é arrecadar R$ 41,9 bilhões com o novo tributo, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

A transição deverá ocorrer de forma gradual, com mecanismos destinados a evitar mudanças bruscas na carga tributária durante a substituição dos impostos.

Transporte é o principal gargalo de infraestrutura para 3 em cada 4 industriais no Brasil

O transporte é apontado por 75% dos empresários industriais brasileiros como o principal gargalo de infraestrutura. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada com 2.500 representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país. O levantamento integra a publicação inédita Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira, divulgada nesta quinta-feira (5) pela CNI. 

A avaliação da infraestrutura pelos industriais, no entanto, não é homogênea entre os diferentes setores. Aeroportos são avaliados positivamente por 64% dos empresários, seguidos por telecomunicações (62%) e energia elétrica (60%). O saneamento básico aparece na sequência, com 48%, à frente de portos (44%), rodovias (38%), hidrovias (27%) e ferrovias (21%). 

Além de retratar as condições da infraestrutura brasileira sob a perspectiva dos empresários industriais, o documento reúne propostas nacionais já apresentadas pela CNI aos pré-candidatos à Presidência da República e 500 demandas locais identificadas pelas federações das indústrias como fundamentais para a modernização do setor. 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca que o levantamento revela uma percepção crítica dos empresários sobre diferentes áreas da infraestrutura brasileira e ressalta o impacto dessas deficiências sobre a competitividade do país. 

“Existe uma grande insatisfação dos empresários com algumas áreas da infraestrutura brasileira. O levantamento aponta problemas como rodovias em más condições, trechos ferroviários abandonados, limitações de acesso e capacidade nos portos, falhas no fornecimento de energia, dificuldades de conectividade à internet e restrições para o tratamento e a destinação de efluentes”, afirma Alban. “São gargalos que encarecem a produção, ampliam o Custo Brasil e comprometem a competitividade da indústria brasileira”, acrescenta o presidente da CNI.

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, avalia que as diferenças na percepção dos empresários refletem trajetórias distintas de investimento, modernização e aperfeiçoamento regulatório entre os segmentos. Em um cenário de restrição fiscal, ele destaca a importância do capital privado para a modernização da infraestrutura, mas ressalta que os resultados dependem também de condições regulatórias e institucionais que favoreçam a expansão e a melhoria dos serviços. 

“Diante da limitação dos recursos públicos, o capital privado é cada vez mais importante para financiar a expansão e a modernização da infraestrutura brasileira. Telecomunicações e aeroportos mostram como a combinação entre investimento privado e ambientes regulatórios mais maduros, com regras mais estáveis e modelos consolidados, pode contribuir para expandir a infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirma o diretor. 

Muniz também chama atenção para o saneamento básico, setor historicamente marcado por elevados déficits de infraestrutura, mas que começa a apresentar uma mudança de trajetória, já percebida pelos empresários na pesquisa. Para ilustrar esse avanço, o diretor menciona dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) sobre os investimentos e da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (ABCON) sobre a expansão da atuação privada nos municípios. Ele destaca, ainda, que, mesmo com o crescimento da participação privada, os recursos públicos continuam essenciais para a expansão e a universalização dos serviços. 

“O saneamento é um exemplo dessa transformação. O novo marco legal, aprovado em 2020, favoreceu a ampliação dos investimentos privados, cuja participação passou de 18% em 2020 para 52% em 2024. A atuação das empresas privadas também avançou de 389 cidades em 2019 para 2.720 em junho de 2026, alcançando 48,8% dos municípios brasileiros”, explica. “É importante ressaltar que, mesmo com o crescimento da participação privada, os investimentos públicos continuam essenciais. Os recursos públicos e privados não competem entre si, mas se complementam e são fundamentais para acelerar a universalização dos serviços”, acrescenta Muniz. 

A experiência do setor ferroviário, contudo, mostra que a simples exploração privada dos ativos de infraestrutura, isoladamente, não é suficiente. Embora as concessionárias privadas sejam responsáveis por 99% da malha ferroviária brasileira, o setor ainda convive com linhas antigas, trechos abandonados, sem operação ou com baixa utilização e dificuldades para ampliar o acesso e o aproveitamento da infraestrutura existente.  

Essa situação é observada pelos industriais na pesquisa da CNI: apenas 21% realizam avaliações positivas em relação às ferrovias brasileiras – quadro mais crítico entre os modais. 

O superintendente de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, diz que a avaliação ruim das ferrovias reflete problemas históricos que limitaram a expansão e o melhor aproveitamento da malha. A rede ferroviária brasileira, que chegou a cerca de 37 mil quilômetros na década de 1950, conta hoje com aproximadamente 30 mil quilômetros, dos quais 12 mil sem qualquer operação – abandonados ou 100% ociosos. 

“Apesar da predominância da operação privada e dos avanços trazidos pelo novo marco ferroviário, ainda temos trechos abandonados, sem operação ou com baixa utilização. Precisamos avançar nessa agenda de obras e regulação, especialmente em questões como direito de passagem, acesso à malha, disponibilidade de capacidade e interoperabilidade, mas também tirar do papel os projetos de concessão e autorização e transformá-los efetivamente em novas ferrovias”, afirma Cardoso. 

Dependência do transporte rodoviário 
A pesquisa evidencia a forte dependência da indústria em relação ao transporte rodoviário. O modal é utilizado por praticamente todas as empresas entrevistadas: 98% afirmam recorrer às rodovias para o escoamento da produção. 

Além de amplamente utilizado, o transporte rodoviário é empregado pela indústria em percursos de longa distância. Entre as empresas entrevistadas que utilizam o modal, 23% transportam seus produtos por mais de 1.600 quilômetros; 9%, entre 1.200 e 1.600 quilômetros; 17%, entre 800 e 1.200 quilômetros; 26%, entre 400 e 800 quilômetros; e 24%, até 400 quilômetros. 

Para a CNI, o uso do transporte rodoviário em trajetos extensos é um dos grandes problemas da logística brasileira e ajuda a explicar a percepção dos empresários sobre os elevados custos de transporte no país. 

A entidade recomenda que o caminhão seja usado prioritariamente em percursos curtos e médios e integrado às ferrovias, hidrovias e à cabotagem nos deslocamentos mais longos. Para a instituição, cada modal deve ser utilizado de acordo com sua vocação para reduzir custos logísticos, acidentes e emissões de gases de efeito estufa. 

A pesquisa mostra que há espaço para essa mudança. Entre os empresários que utilizam o transporte rodoviário, 45% afirmam que estariam dispostos a transferir, ainda que parcialmente, suas cargas para outros modais caso houvesse condições adequadas de infraestrutura. Nesse grupo, 67% apontam as ferrovias como alternativa, 21% indicam o transporte aéreo e 12%, o aquaviário. 

A redução de custos é a principal motivação para uma eventual mudança de modal, mencionada por 82% dos executivos. Também aparecem entre os fatores a redução de sinistros nas rodovias (43%), a diminuição das emissões de gases (33%) e a menor incidência de roubos de cargas (26%). 

Custos de transporte e energia pesam sobre a indústria 
Os custos de energia e transporte estão entre os que mais pressionam a indústria, segundo os empresários entrevistados. A conta de luz é considerada alta ou muito alta por 81% dos executivos, enquanto 75% fazem a mesma avaliação sobre os custos de transporte. Segundo 91% dos entrevistados, os custos logísticos subiram nos últimos dez anos. Para 70%, o aumento foi expressivo e resultou em perda de competitividade. 

Para o especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, o encarecimento desses dois componentes tem efeitos que ultrapassam os custos diretos das empresas, uma vez que energia e transporte estão presentes em praticamente todas as cadeias produtivas. Quando se tornam mais caros, pressionam os valores de produção e podem repercutir sobre os preços dos bens consumidos pela população. 

“Energia e transporte são custos básicos para a atividade produtiva. Quando ficam mais caros, o impacto não se restringe à indústria: ele se espalha pelas cadeias produtivas, encarece as matérias-primas e o deslocamento das mercadorias e chega ao preço final dos produtos. Por isso, reduzir essas despesas é fundamental para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, destaca Cunha.

No transporte, a CNI aponta que o custo elevado resulta de uma combinação de fatores, entre os quais estão deficiências na infraestrutura, a forte dependência do modal rodoviário e custos associados ao ambiente regulatório. Entre os pontos de atenção da instituição estão a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC) e as mudanças nas regras de contratação do seguro do transporte de cargas. 

Na energia elétrica, por sua vez, o alto preço tem como explicação principal o peso dos encargos, subsídios e tributos sobre a tarifa. Esses componentes representam cerca de 44% da conta de luz, sendo 18% referentes a encargos e 26% a impostos. A participação dos encargos e subsídios no custo final da tarifa passou de 2,9%, em 2017, para 18%, em 2025. 

“No transporte, precisamos enfrentar os gargalos logísticos, tornar a matriz mais equilibrada e evitar medidas regulatórias que ampliem desnecessariamente os custos do embarcador. Na energia, é necessário garantir maior qualidade e confiabilidade no fornecimento, além de conter o crescimento dos encargos e subsídios que pesam sobre a tarifa. Avançar nessas agendas é fundamental para reduzir o custo de produzir no Brasil”, afirma Ramon Cunha. 

Medidas para avançar 
Além do diagnóstico sobre as condições da infraestrutura brasileira, construído a partir de dados do setor e da percepção de 2.500 empresários industriais, o Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira apresenta caminhos para enfrentar os gargalos identificados. O documento reúne propostas nacionais da CNI, entregues aos pré-candidatos à Presidência da República, e 500 intervenções prioritárias apontadas pelas federações estaduais das indústrias, abrangendo rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, aeroportos, energia, saneamento, telecomunicações, entre outras áreas. 

No documento, a CNI traz um retrato das condições de infraestrutura do país e indica ações para mitigar seus principais problemas e avançar na modernização do setor. O objetivo da publicação é contribuir para a redução do déficit desse setor, aumentando a competitividade da indústria brasileira e criando melhores condições para o crescimento e o desenvolvimento econômico do país. 

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI (Coinfra) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o levantamento das intervenções prioritárias reforça a importância de considerar as particularidades regionais no planejamento dos investimentos em infraestrutura. 

“Os desafios de infraestrutura são diferentes em cada região do Brasil. Ao reunir as prioridades identificadas pelas federações das indústrias, conseguimos mostrar onde estão os principais gargalos que afetam a produção e o escoamento de mercadorias. É fundamental que essas demandas sejam consideradas no planejamento e na execução dos investimentos, para que a infraestrutura avance de acordo com as necessidades reais do setor produtivo”, destaca Carvalho. 

A pesquisa da CNI foi realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que entrevistou executivos de 2.500 empresas industriais de médio e grande portes, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. 

Prêmio Indústria Eficiente vai reconhecer empresas de dez regiões de SC

Cerca de 680 indústrias catarinenses estão elegíveis ao Prêmio Indústria Eficiente 2026, iniciativa do SENAI/SC e do Sebrae/SC que reconhece empresas com resultados de destaque em produtividade e eficiência. Nesta edição, a premiação será regionalizada: serão selecionadas dez finalistas em cada uma das dez regionais participantes, totalizando 100 empresas. Ao final, uma indústria será reconhecida como vencedora em cada região.

“A premiação tem um propósito além de reconhecer resultados individuais, estimular a disseminação de práticas que podem transformar a realidade de outras empresas. Quando uma indústria avança em produtividade e eficiência, os benefícios também alcançam fornecedores, trabalhadores e a economia da região”, afirma Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC.

A avaliação considera critérios relacionados à eficiência operacional, à eficiência energética e ao engajamento das empresas na adoção de práticas de melhoria contínua. A proposta é reconhecer iniciativas que contribuem para otimizar processos, utilizar melhor os recursos e fortalecer a gestão industrial.

A premiação busca valorizar as boas práticas desenvolvidas pelas indústrias catarinenses, estimular a adoção de soluções que aumentem a produtividade e incentivar a disseminação de experiências bem-sucedidas entre empresas. Para o SENAI/SC e o Sebrae/SC, a iniciativa também reforça o papel das instituições como parceiras da indústria na busca por mais competitividade, inovação e eficiência.

Cerimônias regionais
A entrega dos prêmios será realizada em dez cerimônias regionais, nos dias 18 e 19 de novembro. Os encontros ocorrerão nas sedes do Sebrae e do SENAI, em diferentes municípios catarinenses.

Arábia Saudita abre oportunidades para exportações da indústria catarinense

A Arábia Saudita está entre os mercados com potencial de expansão para a indústria catarinense no Oriente Médio. As oportunidades comerciais com o país foram tema de webinar promovido pelo Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com a participação do embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Paulo Uchoa Ribeiro Filho. O encontro abordou as perspectivas de negócios entre os dois mercados, em um cenário de expansão do comércio bilateral.

“Santa Catarina reúne condições para ampliar sua presença no Oriente Médio. Temos um parque industrial diversificado, liderança em segurança alimentar e capacidade tecnológica em áreas que vão do agronegócio à manufatura avançada”, afirma Gilberto Seleme, presidente da FIESC.

De janeiro a setembro de 2026, Santa Catarina exportou US$ 249,1 milhões para o país. A carne de aves respondeu por US$ 193,3 milhões das vendas, seguida pela madeira serrada (US$ 26,9 milhões), papel kraft (US$ 6,4 milhões), motores elétricos (US$ 6,3 milhões) e transformadores elétricos (US$ 6 milhões). No mesmo período, as importações catarinenses da Arábia Saudita somaram US$ 63 milhões, principalmente de polímeros utilizados como insumos industriais.

O potencial de negócios está relacionado também ao plano Visão 2030, iniciativa do governo saudita para diversificar a economia e ampliar investimentos em infraestrutura, indústria e tecnologia.

Oportunidades para a indústria

Mapeamento realizado pela Embaixada do Brasil em Riade e pelo Observatório FIESC aponta oportunidades em diferentes segmentos. Na área de alimentos, além da proteína animal, há espaço para ampliar as vendas de carne bovina, maçãs, ovos e equipamentos para processamento de alimentos.

Em equipamentos elétricos e automação, a demanda saudita por infraestrutura hídrica e eficiência energética abre possibilidades para fabricantes de motores, transformadores e sistemas automatizados. Madeira, móveis, papel e materiais de construção também aparecem entre os segmentos com potencial de negócios.

O levantamento inclui ainda oportunidades em inteligência artificial, manufatura avançada, tecnologia de defesa e setor aeroespacial, áreas nas quais Santa Catarina conta com empresas e instituições de pesquisa e inovação.

Em 2025, o comércio entre Brasil e Arábia Saudita movimentou US$ 6,68 bilhões. A ampliação das relações comerciais reforça a importância da conexão entre os mercados e a estrutura logística catarinense, que conta com portos em Itapoá, Navegantes, Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

CNI entra com ação no STF questionando emenda que reduz jornada de trabalho

 A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou nesta quarta-feira (4) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Emenda Constitucional 141/2026, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6x1. A instituição questiona a aplicação imediata das novas regras aos contratos de trabalho, acordos e convenções coletivas em vigor, além das restrições impostas à negociação coletiva sobre regimes de jornada.

Na ação, a CNI argumenta que a mudança aprovada pelo Congresso Nacional em outubro viola princípios constitucionais como a segurança jurídica, a proteção ao ato jurídico perfeito, a autonomia coletiva e a livre iniciativa. Para a Confederação, impor novos parâmetros sem um período de transição adequado atinge condições previamente negociadas entre empresas e trabalhadores e tende a causar impactos sobre a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos empregos.

Um dos principais pontos questionados é a incidência das novas regras sobre os instrumentos coletivos vigentes, com previsão de caducidade de acordos e convenções em prazo de apenas dois meses. A CNI também aponta que as novas limitações à negociação de regimes compensatórios reduzem o espaço para que empresas e trabalhadores estabeleçam soluções adequadas às diferentes realidades dos setores produtivos.

“A aplicação compulsória das novas jornadas sobre contratos pactuados sob a vigência anterior da Constituição desconfigura a reciprocidade original e majora o valor da hora trabalhada à revelia das partes contratantes. Isso significa retroatividade, com alteração do que foi livremente pactuado pelos agentes privados (empregado e empregador), o que é vedado pelo texto constitucional”, destaca o diretor Jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.

“A retroatividade da emenda é tão intensa que ataca não só contratos individuais, mas põe abaixo as convenções coletivas que dispuserem em sentido contrário durante o próprio período de vigência desses instrumentos de pactuação coletiva”, acrescenta. O diretor Jurídico da CNI alerta que “não pode haver segurança jurídica se o Estado, por meio de uma emenda constitucional, faz tábula rasa de contratos individuais e coletivos, por melhores e mais humanitárias que sejam as suas intenções”.

A CNI pede também que a emenda constitucional tenha sua eficácia suspensa para as microempresas e empresas de pequeno porte até que o Legislativo edite uma lei complementar para regulamentar o tema. “A Constituição impõe ao legislador o tratamento diferenciado entre as empresas classificadas como micro ou de pequeno porte. A toda evidência, empresas de menor porte, que são a base da economia nacional, terão maior dificuldade de adaptação à jornada reduzida de 40 horas”, pondera Vitorino.

Impactos sobre a competitividade e os empregos
Na ação, a CNI apresenta dados sobre a produtividade do trabalho no Brasil e os possíveis efeitos econômicos da redução da jornada sem diminuição salarial. De acordo com dados do Observatório da Produtividade da FGV IBRE, entre 1981 e 2024, a produtividade média do trabalho no país cresceu apenas 0,2% ao ano por trabalhador e 0,5% por hora trabalhada. No segundo trimestre de 2025, por exemplo, a produtividade industrial registrou recuo de 1,5%.

De acordo com levantamento da CNI, citado na ação, a estimativa é que a redução da jornada para 40 horas semanais, acompanhada da ampliação do repouso sem redução salarial, elevará em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, o equivalente a R$ 88 bilhões adicionais.

Para a CNI, a adoção das novas exigências sem um período de adaptação proporcional pode ampliar os custos de produção e comprometer a competitividade das empresas brasileiras, especialmente diante das diferenças de produtividade em relação a outros países.

“A imposição dessas novas exigências, destituída de compensação, bloqueada quanto à flexibilização negocial e legal e desprovida de período adequado de ajuste para a iniciativa privada, fragiliza a sustentabilidade dos negócios e a preservação dos postos de trabalho”, afirma Vitorino.

Segundo o diretor da CNI, a emenda adota uma solução única, pasteurizada, para setores econômicos com necessidades de mão-de-obra distinta, sem dar a devida atenção a regimes de trabalho intensivo. O legislador constituinte derivado, segundo ele, fez abstração de um direito à adaptação suave ao novo regime de jornada reduzida, tendo deliberado sobre o assunto, às pressas, no ápice do período eleitoral, sem meditar, adequadamente, sobre as consequências da emenda para o futuro do setor produtivo e da manutenção dos postos de trabalho.

Pedidos apresentados ao Supremo
A CNI sustenta, em síntese, que a mudança nas regras de jornada deve preservar os contratos individuais aperfeiçoados e as normas convencionais pactuadas coletivamente durante o seu período de vigência, considerar a realidade econômica e produtiva do país, preservar a segurança jurídica. Para a Confederação, é preciso também assegurar espaço para a negociação coletiva, reivindicando, no mínimo, que o Supremo fixe prazo para adaptação compatível com os graves impactos das novas exigências sobre os diferentes setores da economia.

Fonte: CNI

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Economia & Negócios: Turistas de cruzeiros

Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Turistas de cruzeiros

Balneário Camboriú e Itajaí somam 96 escalas previstas de transatlânticos na temporada 2026/27, um aumento de quase 5% em relação a anterior. Estudo do FGV e do CLIA Brasil aponta impacto econômico de até R$ 962 por passageiro nos municípios de embarques e desembarques. Especialistas explicam como a movimentação turística pode ampliar o interesse por investimentos imobiliários na região.

Expansão de franquias

A procura por serviços que facilitam a rotina não atendem às necessidades de cuidados pessoais tem favorecido o mercado de franquias. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento de Limpeza e Conservação cresceu 17,6% no segundo trimestre de 2026, enquanto Saúde, Beleza e Bem-Estar avançou 15,2%. As altas são normais, sem descontar a inflação na comparação com o mesmo período de 2025. Os dois segmentos superaram à média do franchising brasileiro, cujo faturamento cresceu 9,3% e alcançou R$ 76,3 bilhões entre abril e junho.

Maroma Sorveteria

A Maroma Sorveteria está completando 40 anos de história em 2026. Para celebrar a data, a empresa promoveu uma festa para os mais de 100 colaboradores na fábrica, no bairro São Luiz, em Brusque. A programação contou com almoço, ginásticas, premiações e claro, o bolo de aniversário, para cantar os parabéns pela data. Fundada por Marcos Habitzreuter, já falecido e Roseli Habitzreuter, a Maroma construiu uma trajetória marcada pela inovação e pela busca por novidades  no mercado de sorvetes. Atualmente, a empresa é administrada pelos filhos do casal, Maurício, Marcelo e Murilo Habitzreuter, que dão a continuidade ao sonho dos pais. Além da Maroma Sorvetes, os filhos também estão à frente da 4MR Franchising, responsável pela gestão e expansão das franquias Maroma Express.

Dia da Reforma: 31 de outubro

Celebrar o Dia da Reforma Luterana, em 31 de outubro, é muito mais do que recordar um acontecimento histórico de 1517, que é reconhecer que a mensagem à Reforma continua viva e necessária em nossos dias. Martin Luther, ao questionar práticas religiosas de seu tempo, reafirmou a contrariedade da palavra de Deus, a salvação pela graça mediante a fé e a liberdade cristã. Essa herança nos convida a uma fé que não se limita às palavras, mas se expressa em atitudes de amor, justiça, solidariedade e posteriormente com a vida. A Reforma não é apenas uma maneira a ser preservada, mas uma experiência a ser vivenciada diariamente. Afinal, uma Igreja que se deixa orientar pelo Evangelho está sempre sendo chamada a renovar-se, testemunhando o amor de Deus em meio aos desafios da sociedade. (Reforma Luterana 1517/2026 = 509 anos). Pastor Eloir Carlos Ponath (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB Balneário Camboriú-SC)

Chilenos, aqui

A Prefeitura de Florianópolis apresentou a cidade como destino turístico em evento, na embaixada do Brasil em Santiago. Motivo principal: é o turista internacional que mais cresceu em SC é o chileno. Em 2025, 443 mil deles desembarcaram no aeroporto de Florianópolis, formando a Capital catarinense o segundo destino mais procurado por eles, atrás somente do Rio de Janeiro, que registrou 600 mil entradas. Fora da temporada de verão, a rota entre Chile e Florianópolis conta com mais de 20 voos semanais. Entre este mês e março de 2027 são estimados 91 voos semanais.

No ar

Para desespero das poucas operadoras de caro transporte intermunicipal de passageiros, sempre suspeitas de que atuam como cartel, o governo estadual anuncia para 3 de novembro, a entrada em funcionamento do Voa+SC, programa de aviação regional que oferece rotas cruzando o Estado e operado pelo companhia Azul Conecta. O voo inaugural foi de Florianópolis a Joaçaba.

Edino e seu violino

Um recorte da infância do catarinense Edino Krieger (1928-2022), um dos nomes de destaque da música brasileira, é tema do livro “Edino, menino e seu violino”, escrito pela jornalista e atriz Lieza Neves. A obra infanto-juvenil resgata o momento em que o compositor, nascido em Brusque (SC) e ganhou o primeiro violino do seu pai, Aldo Krieger. A publicação foi lançada em oito cidades de Santa Catarina, em Brusque, cidade natal de Edino Krieger, foi lançado na Biblioteca Pública Ary Cabral. O livro reconstrói aspectos da vida cotidiana em Brusque, livro na década de 1930. Para compor a narrativa, Lieza pesquisou documentos históricos do município e entrevistou antigos moradores, reunindo lembranças sobre costumes, religiosidade, tradições, escola, trabalho e relações familiares. Segundo a escritora, a pesquisa contribui para preservar a memória local e aproximar o público infanto-juvenil da história cultural catarinense.

Reportagem vencedora

A reportagem “Por que uma camisa da China chega mais barata a Brusque do que uma produzida na cidade”, de autoria do jornalista Bruno da Silva, conquistou o segundo lugar da categoria Texto do Prêmio Fiesc de Jornalismo 2026. A cerimônia de premiação foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc).em Florianópolis. Realizado desde 1988, o Prêmio Fiesc é considerado o mais importante e tradicional da Imprensa catarinense. Nesta edição, distribuiu mais de R$ 150 mil em premiação.

Carga tributária

Dois dias depois da reeleição de Lula, membros do seu governo se encarregaram de municipar à mídia insinuando que vem ali o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)  sobre vários títulos isentos do tributo. O perigo: a cobrança será feita por decreto, sem passar pelo Congresso.

Invasão chinesa

Pela primeira vez, o chinês Omoda 5 foi o veículo zero quilômetro mais procurado em SC em setembro, segundo dados do Webmotors Autoinsighsits, ferramenta que fornece dados sobre o mercado automotivo com base nas buscas e visitas em anúncios da plataforma por usuários de todo o país. Na sequência vem outro chinês, o Omoda 7 (2*), Ford Ranger (3*), GWM Haval H6 (4*) e o Jeep Avenfer (5*).

Espanto

Segundo o portal do Senado que por lá começou a transitar o projeto de lei 5628/2026, que proíbe cursos de graduação a distância nas áreas da saúde (como é o caso do curso de medicina) e de educação física. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O que espanta é saber que tais cursos existem.

Revitalização do Centro

A Prefeitura de Guabiruba assinou a ordem de serviços para a revitalização das ruas Brusque e Dez de Junho, no Centro. Com os investimentos de aproximadamente R$ 3,3 milhões, a obra contempla a requalificação de 2.545 metros de vias. Os serviços incluem drenagem pluvial, pavimentação asfáltica, execução de passeios e sinalização viária. As intervenções buscam melhorar as condições de circulação de pedestres e motoristas, além de qualificar a infraestrutura da região central.

Contrastes da Capital

A ausência de equipamentos públicos de segurança alimentar em Florianópolis contrasta com a realidade social da cidade e a coloca em posição inferior às médias das capitais estaduais da Região Sul e do Brasil, constata estudo do Ministério Público de SC, que analisou a presença de restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos nas capitais brasileiras. A pesquisa concluiu que a capital catarinense apresenta uma grave carência na implementação de política sistemática de segurança alimentar urbana. O levantamento revela que Florianópolis não possui restaurantes populares nem cozinhas comunitárias em funcionamento e conta apenas com um banco de alimentos.

Brusque na presidência da Facisc

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) realizou a eleição da diretoria para a gestão 2027-2029. Com chapa única, liderada pela empresária Rita Cássia Conti, de Brusque, o processo marca a transição da presidência de Elson Otto para a primeira mulher a assumir o comando da entidade em seus 76 anos de história. Atual primeira vice-presidente da Facis, Rita Conti assume a liderança da chapa após uma trajetória no associativismo empresarial catarinense. Empresária do setor têxtil e diretora do Grupo RC Conti Indústria e Comércio de Confecção, ela presidiu a Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá por dois mandatos, entre 2019 e 2023.

Grupo Pereira

O Grupo Pereira está ampliando sua estratégia de digitalização do varejo com novas funcionalidades no aplicativo Clube Mais, que já reúne 2 milhões de consumidores cadastrados. A plataforma passa a integrar compras online, listas compartilhadas em tempo real e visualização 360º de produtos. Atualmente disponível para compras online em cerca de um terço das lojas Fort Atacadista e Comper, o aplicativo deverá lançar 50% das unidades das duas redes nos próximos meses.

Fim da escala 6x1

A adaptação das empresas às mudanças na jornada de trabalho e ao possível fim da escala 6x1 está entre as preocupações do Sintrafite (Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Brusque e Região). O assunto será discutido em uma reunião com o Sindicato Patronal, marcado para a próxima semana. Anibal Boettger, representante do Sintrafite, explicou que o encontro busca alinhar orientações para empregadores e trabalhadores diante das mudanças previstas. A intenção é reconstruir um entendimento conjunto sobre como as empresas poderão se adequar às novas regras, especialmente aquelas que trabalham com turnos contínuos. Por outro lado, a adaptação apresenta desafios para setores em que a produção não pode ser interrompida, como o da fiação têxtil. Há empresas que trabalham em escalas como a 6x2, com seis dias de trabalho e dois dias de descanso, mantendo as máquinas em funcionamento durante todo o mês. O representante também citou a possibilidade de formatos alternativos de jornada, como escalas 5x2 ou 4x2, mas ressaltou que as alternativas ainda precisam ser discutidas com o setor patronal. A reunião deverá servir justamente para avaliar os diferentes cenários e buscar orientações que possam ser aplicadas pelas empresas, considerando as particularidades de cada atividade.

Náutica

A Marina Itajaí conquistou pela sexta vez consecutiva o selo Bandeira Azul, uma das principais certificações internacionais voltadas à gestão ambiental. O complexo náutico, que é o maior do Sul do país, está em um seleto grupo de apenas 12 marinas brasileiras aprovadas para a temporada 2026/2027, após avaliação do júri internacional do programa, realizado em setembro, na Dinamarca. Nesta edição, o Brasil alcançou 75 destinos reconhecido, crescimento de 25% em relação à temporada anterior. SC lidera a lista nacional, com 38 locais certificados, sendo 33 praias e cinco marinas.

Serra na mídia

A Serra Catarinense receberá, de 6 a 9 de novembro, um grupo de jornalistas de veículos nacionais e publicações especializadas em turismo, numa presença entre a Gol Linhas Aéreas, Associação dos Municípios da Serra Catarinense, Conselho de Turismo da Serra Catarinense e 18 prefeituras da região. O objetivo é apresentar a diversidade de experiências, paisagens, atrativos históricos, culturais e gastronomia da região.

Queda no tabagismo

Santa Catarina registrou uma redução de 38,7% no número de fumantes adultos no último ano, segundo dados divulgados pelo governo do Estado. Apesar da queda, o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens representa um novo desafio para as políticas de prevenção ao tabagismo no Estado.  De acordo com o governo estadual, as ações de prevenção e oferta de tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) fazem parte das estratégias para reduzir o número de fumantes. Em 2025, mais de 21 mil pessoas procuraram atendimento para deixar de fumar em SC. Desse total, 17,7mil iniciaram o tratamento e 7,5 mil conseguiram parar.

Sinduscon: novos cursos

O Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento (Sinduscon) abre a partir deste mês, o planejamento de cursos gratuitos de 2027. Os interessados nas próximas formações já podem entrar em contato com o Sinduscon e informar o nome, o telefone e a área em que desejam se qualificar. A lista reúne tanto quem pretende fazer iniciação à Construção do programa Profissão Construir quanto quem busca cursos específicos em outras atividades do setor.

Inadimplência

Em agosto, SC, Paraná e Rio Grande do Sul registraram 1,6 milhão de empresas inadimplentes, conforme a Serasa Experian. As dívidas somavam, até então, R$ 55,3 bilhões no período. Nas 448,8 mil de SC a dívida média era de R$ 3,8 milhões. Em termos nacionais, o número de empresas inadimplentes cresceu em agosto deste ano e chegou a 9,3 milhões de CNPJs, representando uma alta de 14,3% em comparação com o mesmo período de 2025.

Emprego

Um dos melhores empregos do momento em SC está na Polícia Militar do Estado, que abriu concurso público com 500 vagas para soldado. O salário inicial é de R$ 8.505, acrescido de auxílio-alimentação de R$ 550. Exige-se ensino superior completo, idade entre 18 e 29 anos e CNH válida.

Redesenho

Os 4,5 quilômetros da Avenida Brasil, em Balneário Camboriú, que é o trecho mais verticalizado do Brasil, ganharão uma reurbanização de R$ 300 milhões. Mais de 40 empresas reunidas no Instituto + BC vão investir cerca de R$ 10 milhões nos projetos e estudos técnicos, que serão doados à Prefeitura para licitação de uma intervenção urbana. Haverá uma mudança de grande impacto na paisagem urbana: a retirada da rede aérea de energia e telecomunicações para implementação de fiação subterrânea.

Produção de equipamentos médicos

Mais uma multinacional da China escolheu Santa Catarina para instalar fábrica: A United Maging Healthcare, uma das principais fabricantes globais de equipamentos de imagem para saúde como ressonância magnética e tomografia computadorizada, com matriz em Xangai, anunciou a instalação de unidade no Perini Business Park, em Joinville, com investimento superior a R$ 500 milhões. A informação foi oficializada para o governador de SC pelo CEO da companhia, Dr. Qiang Zhang, em reunião na Casa d’Agronômica, em Florianópolis, com assinatura do protocolo de intenções. A nova unidade vai gerar 200 empregos diretos na primeira fase e depois, até a terceira fase deve somar 500 postos de trabalho diretos. A instalação da fábrica está prevista para o segundo semestre de 2027. Além da ressonância e tomografia, a empresa também fabrica outros itens, entre os quais aparelhos para tratamento de câncer.

Serra ganha hotel de luxo

Reduto de condomínios de alto padrão de investidores da região de Florianópolis, o município de Rancho Queimado, na Serra Catarinense, acaba de ganhar o primeiro hotel de luxo. A família Weiss Silveira acaba de inaugurar o Montissi Resort Spa & Golf. O empreendimento, com 67 suítes e gestão da empresa Atrio, oferece série de serviços, como gastronomia autoral regional, spa, estrutura de lazer junto à natureza, quadras esportivas e terá em breve um campo de futebol padrão Fifa e um centro de eventos. O sofisticado resort que acaba de ser inaugurado é uma evolução dos investimentos do casal Antonio e Zenita Weiss Silveira, da Grande Florianópolis, onde atuavam nos setores de supermercados e imobiliários. Em 1977, eles adquiriram terras em Rancho Queimado e lançaram um condomínio residencial com mais de 400 terrenos, todos comercializados. Agora, construíram o complexo hoteleiro com diversas soluções de prestação de serviços.

Lei perdoa débitos de MEIS do País

Aprovada por unanimidade no Senado, medida atualiza parâmetros vigentes desde 2018 e abre caminho para expansão das microempresas a partir de 2027, com aumento progressivo do teto de faturamento e permissão para contratar até dois funcionários. O ambiente de negócios da microempresa no Brasil passa por sua maior reestruturação regulatória nos últimos anos. Foi sancionada a Lei Complementar 238, de 2026, originada do PL 186/2026. Com ela, o Governo Federal colocou em prática as diretrizes do Prospera MEI programa formulado para reduzir a inadimplência crônica e destravar investimentos do microempreendedor. O texto corrige a defasagem histórica do limite de faturamento anual da categoria elevando a margem para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A flexibilização operacional autoriza a contratação de até dois empregados formados por CNPJ.

Ex-trabalhadores da Schlosser

 Os ex-trabalhadores da Cia. Industrial Schlosser presentes à assembleia do dia 25, aprovaram a venda do terreno da antiga Associação Atlética Schlosser, em Brusque, por leilão extrajudicial. A proposta prevê lance mínimo de R$ 9 milhões e prazo até 8 de dezembro para apresentação de propostas. A decisão busca viabilizar o pagamento do saldo das indenizações trabalhistas de 640 ex-funcionários. O grupo aguarda desde 2011, quando a empresa entrou em recuperação judicial pelo recebimento integral desses valores. A venda do terreno integra o plano de recuperação da fábrica, de 2012. 

Novas regras para a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica entram em vigência

Desde o último domingo (1º), as novas regras para a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) entraram em vigor. As mudanças valem para todas as empresas e prestadores de serviço.

Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita de Navegantes, a Nota Fiscal Avulsa deixou de existir. Agora, todos os prestadores de serviço precisam ter um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) técnico (cadastro formal) para emitir notas. Quem emitia como pessoa física ou de forma eventual, precisa se regularizar, seja abrindo um MEI (Microempreendedor Individual) ou se inscrevendo como CNPJ Técnico na Receita Federal.

A partir de 1º de dezembro, a emissão de NFS-e será feita exclusivamente pelo Emissor Nacional da NFS-e. Não será mais possível emitir pelo sistema municipal antigo.

“Quero chamar a atenção de todos os prestadores de serviço: as novas regras da Nota Fiscal Eletrônica já estão valendo e são importantes para mantermos tudo regularizado e em dia com a entrada da Reforma Tributária em 1º de janeiro de 2027. Fiquem atentos aos informes oficiais”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Willian José de Souza. 

Os empreendedores podem buscar atendimento presencialmente na Praça do Cidadão, localizada na Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 498 – Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (sem fechar no horário de almoço).

Confira o que cada empresa precisa realizar:

Empresas do Simples Nacional (ME e EPP): Devem emitir a NFS-e pelo Emissor Nacional. A partir de 1º de janeiro de 2027, passam a destacar também os novos tributos IBS e CBS nas notas.
MEI (Microempreendedor Individual): A partir de 1º de janeiro, a emissão passa a ser obrigatória pelos canais e emissores federais unificados (Emissor Nacional).
Empresas do Regime Normal (Lucro Real ou Presumido): Já foram comunicadas que deveriam, a partir de agosto (NF-e/NFC-e) a dezembro (NFS-e), atualizar o software emissor com os novos campos de alíquotas de teste (IBS e CBS).
Pessoa física / autônomo (vendas ou serviços eventuais): É necessário formalizar a atividade: fazer inscrição no CNPJ Técnico  (para emitir NFS-e) ou abrir um MEI, passando a ter CNPJ.

Bruno da Saúde assume oficialmente Secretaria de Saúde de Itajaí e promete reduzir filas de consultas e exames
O vereador Bruno Alfredo Laureano, conhecido como Bruno da Saúde, de 32 anos, foi oficialmente nomeado secretário municipal de Saúde de Itajaí nesta terça-feira (3). A nomeação foi assinada pelo prefeito Robison Coelho e publicada por meio da Portaria nº 4926/2026.
 
Enfermeiro com mais de 14 anos de experiência na saúde pública, Bruno está em seu segundo mandato como vereador e deixa temporariamente a Câmara Municipal para assumir uma das pastas mais importantes e desafiadoras da administração.
 
Sua trajetória começou como técnico em enfermagem. Posteriormente, formou-se enfermeiro, atuou no Hospital Marieta Konder Bornhausen e iniciou mestrado na área da saúde.
 
Eleito vereador em 2020, conquistou a reeleição em 2024, quando obteve a segunda maior votação para o Legislativo municipal.
 
Agora, terá pela frente um desafio que afeta diretamente milhares de moradores: diminuir a espera por consultas, exames e procedimentos especializados.
 
Entre as prioridades anunciadas estão a realização de mutirões, a ampliação do acesso a especialistas, a melhoria dos atendimentos nas unidades básicas e o uso do Alô Saúde para agilizar os serviços.
 
Outra preocupação será acelerar o acesso às terapias para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
 
Bruno também promete valorizar os profissionais da rede municipal e investir em tecnologia sem deixar de lado a humanização.
 
A experiência na enfermagem será colocada à prova na gestão de uma estrutura que exige planejamento, recursos e resultados concretos.
 
A população, especialmente quem aguarda atendimento nas filas do SUS, espera que os compromissos anunciados se transformem em melhorias efetivas.
 
Qual deve ser a primeira prioridade do novo secretário de Saúde de Itajaí?
 
#Itajai #SaudePublica #BrunoDaSaude
VOA+SC: novas rotas regionais começam na próxima terça com o Cessna Caravan, mesmo modelo usado no serviço aeromédico do estado

A partir da próxima terça-feira, dia 3, Santa Catarina terá novas rotas aéreas, marcando uma retomada da aviação regional no estado. Operada pela Azul Conecta, a novidade faz parte do programa VOA+SC, idealizado pelo governo catarinense. A companhia aérea vai atender 10 cidades com o avião Cessna Caravan, com capacidade para nove passageiros. A aeronave se destaca pela segurança e estabilidade em baixa altitude, podendo ser utilizada para os mais variados fins e em diferentes tipos de pista de pouso.

“Não tenho dúvida que estaremos bem servidos para começar essa nova era de voos regionais, que vai impulsionar o turismo e a economia de Santa Catarina. Nós trabalhamos muito para atrair esses voos que agora conectam todas as regiões, com reforma dos aeroportos, diminuição do ICMS do querosene de aviação e concessão de subsídios para as passagens neste início do projeto. Prezamos pela qualidade e segurança. Esse é o mesmo modelo de avião que a gente já usa na Saúde, com o serviço aeromédico do Estado”, disse o governador Jorginho Mello.

O secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destaca que o edital do VOA+SC estabeleceu várias exigências para as empresas interessadas em prestar o serviço de maneira segura e confiável. Entre elas, estão a presença de um funcionário da própria empresa em cada aeroporto para dar suporte aos passageiros e a disponibilidade de uma aeronave reserva para uso imediato, caso a principal precise passar por manutenção. Além disso, a tripulação dos voos ficará sediada em Florianópolis.

“A gente foi muito criterioso no edital e exigiu que a empresa tivesse experiência na aviação comercial, que tivesse um avião reserva e que houvesse um representante da empresa vencedora — neste caso, a Azul Conecta — em cada aeroporto para atender os passageiros. Então, tenho certeza de que o projeto vai ser um sucesso e, muito em breve, vai fazer parte da rotina dos catarinenses”, afirmou Amaral.

Além disso, a configuração interna do avião também pode ser alterada, se necessário. Por exemplo, em caso de catástrofes que exijam o transporte de alimentos ou medicamentos, é possível retirar os assentos em cerca de uma hora, permitindo que a aeronave seja usada para o transporte de cargas.

Voo inaugural
O voo inaugural do VOA+SC deve decolar de Florianópolis com destino a Joaçaba nesta terça-feira, dia 3, às 9h30. A partir daí, as novas rotas começarão a ser operadas, contemplando todas as regiões do estado. Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste terão voos para Florianópolis. Também será possível voar entre Joinville e Jaguaruna e entre Correia Pinto e São Miguel do Oeste.

As passagens, com preços subsidiados pelo Governo do Estado, custarão entre R$ 315,00 e R$ 815,00. A venda é feita exclusivamente pelo site www.voeazul.com.br

Foto: Divulgação/Azul Conecta

Guarda Municipal de Itajaí capacita servidores de cinco instituições para pilotar drones

 

A Guarda Municipal de Itajaí (GMI) iniciou nesta segunda-feira (2) um curso de formação de pilotos de drones que reúne servidores de cinco instituições. A capacitação acontece na Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí e conta com 12 participantes, entre profissionais da Marinha do Brasil, Defesa Civil, Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP), Vigilância Epidemiológica e Guarda Municipal.
 
As aulas são ministradas por guardas municipais de Itajaí que já atuam como pilotos da corporação e compartilham seus conhecimentos e experiências com os participantes.
 
Ao todo, são 60 horas de formação, divididas entre atividades on-line e presenciais. A primeira etapa conta com 30 horas de conteúdo na plataforma Escola Virtual, por meio do curso “Corpas - Operações com Drones”. As outras 30 horas são dedicadas às aulas teóricas e práticas com os instrutores da GMI. A capacitação segue até quinta-feira (5).
 
Durante o curso, os participantes aprendem sobre o funcionamento dos equipamentos, seus componentes, manutenção, legislação, condições climáticas e cuidados necessários para realizar voos com segurança.
 
A proposta é preparar os servidores para utilizar os drones nas atividades de cada instituição, seja no monitoramento de áreas, em ações de fiscalização ou no apoio ao atendimento de ocorrências.
 
Além do aprendizado técnico, a formação aproxima profissionais de diferentes áreas e permite a troca de experiências sobre como a tecnologia pode ajudar no trabalho diário dos órgãos públicos.
Rematrículas da Educação Infantil começam nesta terça-feira em Balneário Camboriú; veja como fazer
Pais e responsáveis por crianças matriculadas na Educação Infantil da rede municipal de Balneário Camboriú devem ficar atentos ao prazo de rematrícula para o ano letivo de 2027. O procedimento começa nesta terça-feira (3) e segue até sexta-feira (6), exclusivamente para alunos que permanecerão na mesma unidade escolar.
 
Pela primeira vez, a Prefeitura realizará matrículas e rematrículas pela plataforma digital BC Educar, permitindo que as famílias façam o procedimento pela internet, sem necessidade de deslocamento.
 
O acesso será pelo endereço: matriculas.bc.sc.gov.br.
 
Nesta etapa, a rematrícula contempla a progressão do Berçário I ao Berçário II, do Berçário II ao Maternal I, do Maternal I ao Maternal II, do Maternal II ao Jardim I e do Jardim I ao Jardim II.
 
Quem tiver dificuldades poderá procurar atendimento presencial em três locais:
 
* Secretaria de Educação, Rua Dom Miguel, 680, Vila Real, das 7h às 19h.
 
* Setor de Vagas da Região Sul, Rua José Francisco Vitor, 40, bairro da Barra, das 8h às 18h.
 
* Região Norte, Rua Itália, 1059, bairro das Nações, das 8h às 18h.
 
Atenção: crianças que mudarão de unidade escolar em 2027 deverão aguardar os prazos específicos do calendário.
 
As próximas etapas incluem rematrículas do Ensino Fundamental, de 16 a 23 de novembro, e matrículas de novos alunos da Pré-escola e do Ensino Fundamental, de 7 a 9 de dezembro.
 
A Secretaria de Educação orienta as famílias a respeitarem os prazos para garantir a continuidade dos estudos.
 
Você tem filhos na rede municipal? Acompanhe nossa cobertura para não perder os prazos de matrícula.
 
#BalneárioCamboriú #EducaçãoInfantil #Matrículas2027
Editora Bittencourt