
Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Itajaí se transformando
No topo de valorização imobiliária no país, Itajaí está passando por uma grande transformação urbana. Além do futuro projeto do túnel submerso ligando a cidade à vizinha Navegantes, terá um sistema de transporte coletivo regional 100% elétrico (BRT), o maior shopping náutico voltado para as águas, um parque náutico e empreendimentos visionários diversos. Enquanto isso, aquela conhecida ilha ao sul, que certa vez se autointitulou “Capital Turística do Mercosul” uma inventada “floresta urbana” é um dos vários motivos do estridente ambientalismo-caviar para empurrar infinitamente a um futuro incerto um de seus mais modernos empreendimentos recentes, um parque náutico na avenida principal da Capital.
Mais desembargadores
A tensão subiu às alturas em uma reunião do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de SC, onde a pauta foi projeto de aumento do número de desembargadores. Atualmente são 96 e a proposta é para a criação de mais 24 vagas. As correntes a favor e contra se equivalem em forças, aparentemente, e não há um consenso, por enquanto. A reunião teve que ser suspensa. A área de comunicação da corte estadual fez cara de paisagem para o assunto.
Caged 2025
O Brasil gerou 137.323 novos empregos em janeiro deste ano. SC teve saldo positivo de 23.062. Os principais destaques foram Joinville (+2.777), Blumenau (+1.511), Chapecó (+1.207), Itajaí (+986) e Brusque (+660). Em fevereiro, o Brasil gerou 431.995 novos empregos e SC teve saldo positivo de 30.097. Os principais destaques foram: Joinville (+2.450), Itajaí (+2.427), Florianópolis (+1.271), Chapecó (+1.055) e Gaspar (+960).
Correios
Envolto em mais um déficit bilionário, por má gestão, como sempre, corrupção, os Correios têm editais abertos para a instalação de pontos de coleta em estabelecimentos comerciais em mais de 200 municípios do país. Em SC as oportunidades são para Araranguá, Biguaçu, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Palhoça, São José e Tubarão. Atualmente a empresa tem 12 daqueles pontos no Estado.
Justiça podre
Integrantes, ex-integrantes ou auxiliares de pelo menos 14 tribunais do país são alvos de investigações e ações penais relacionadas a vendas de decisões judiciais. O número pode ser ainda maior, porque há apurações que correm sob sigilo, a cargo do Conselho Nacional de Justiça. Ressalva: na lista não estão incluídos nossos respeitados Tribunais de Justiça e de Contas de SC. Tomara que permaneçam assim.
Marco histórico
Vai para a história da violência em SC: no mês de março deste ano registrou-se o menor número de feminicídios dos últimos 10 anos no Estado: foram duas vítimas, contra 10 no mesmo período de 2024. A implantação das salas lilás e do botão do pânico ajudaram nisso.
Sempre há alternativa
Contratar funcionários, negociar bons preços com fornecedores, não misturar as despesas pessoais com as da empresa, pagar as contas em dia. Para isso, preciso organizar melhor as contas, controlar o fluxo de caixa, acompanhar o desempenho financeiro e ... peraí, preciso lembrar também de capital para investir em tecnologia e fazer o meu negócio crescer. Mas de onde é que vou tirar todo esse dinheiro? Já sei, vou pegar um empréstimo! As palavras acima fazem parte da vida de grande parte dos micro e pequenos empresários brasileiros que, na esperança de fazer o negócio prosperar ou sair do buraco, muitas vezes acabam recorrendo a empréstimos, afundando ainda mais as finanças da empresa. Não é que esteja errado pegar empréstimo para sobreviver no mercado, mas às vezes ele não é o único caminho e existem outros meios mais saudáveis para a sua empresa. Inspirações não faltam no mercado brasileiro quando o assunto é empreendedorismo de sucesso. Além de cases inspiradores, há matérias que vão nortear você tanto no andamento da sua empresa como também sugerindo os melhores caminhos para quem quer investir, mas não sabe em quais segmentos há boas oportunidades no País. O mercado de vinhos brasileiros, por exemplo, registrou nos últimos anos o maior crescimento de consumo de vinho.
Vergonha de mudar de opinião
Existem pessoas que sofrem muito por não terem coragem de mudar de opinião. Como em algum momento do passado eles defenderam uma causa em que acreditavam com muita força e fervor, agora se sentem interiormente impedidas de mudar, de reconhecer que estavam enganadas, de aceitar que as outras pessoas estavam certas e não elas. Com isso sofrem muito. E o que é pior. Mesmo sabendo estarem erradas, continuam defendendo causas nas quais não acreditam mais, só por se sentirem incapazes de mudar de opinião, de pedir desculpas e dizer que pensaram melhor, estudaram novos argumentos e mudaram de ideia. Para algumas pessoas isso é impossível. Isso acontece a respeito de qualquer tema: costumes, saúde, religião, meio ambiente, política, etc. Pessoas que ficam prisioneiras de posições adotadas no passado são muito infelizes e pobres de espírito, pois não aceitam a realidade de que todos temos o direito de mudar de opinião, mudar de ideia, entender melhor os fatos, enfim, evoluir.
Método educacional
Discretamente, a Secretaria da Educação de SC está aplicando em 73 escolas públicas, como piloto, um novo método educacional de alfabetização rápida, desenvolvido na Alemanha e trazido ao Brasil por uma professora da rede pública de Alta Floresta, de Mato Grosso, em 2021. Baseado na neurociência cognitiva, que estuda como o cérebro aprende e processa informações, o sistema organiza as letras em blocos e prioriza a facilidade da prenuncia em vez da ordem alfabética. Também aplicado para alfabetizar jovens, adultos e imigrantes, como ocorreu em Joaçaba para ensinar português a 35 crianças estrangeiras do Haiti, Venezuela, Paraguai e Japão, o material utiliza fichas com quadros. No início, cada um apresenta uma única letra, acompanhada de cores que se repetem para reforçar a memorização. Com o avanço do aprendizado, os quadros passam a combinar diferentes letras, formando sílabas e, depois, palavras, avançando, em seguida, para a interpretação de frases e textos.
Mapa do turismo
O município de Guabiruba foi aprovado na renovação do Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta oficial do Ministério do Turismo, sendo classificado como um município com oferta turística complementar. O anúncio foi feito pela Secretaria de Indústria, Comércio, Desenvolvimento Econômico e Turismo, que destacou o esforço conjunto entre o poder público, iniciativa privada, comunidade e profissionais do setor. Essa classificação é fruto de um trabalho integrado e contínuo de valorização das riquezas naturais, culturais e gastronômicas de Guabiruba, afirma a pasta em nota oficial.
Destinos
Empresa líder em tecnologia de viagens da América Latina, a Decolar analisou as buscas recentes por viagens para os feriados de abril, no período que vai do dia 18 (Sexta-Feira Santa) a 21 (Dia de Tiradentes). O levantamento revelou os 20 destinos nacionais e internacionais mais procurados. Entre os nacionais, Florianópolis comparece em 8º lugar e Navegantes em 11º.
Azambuja
Brusque sempre foi uma cidade onde a parceria público-privada funciona como poucas. Desde os tempos áureos da indústria têxtil, até hoje onde outros setores da indústria e do varejo se destacam, Luciano Hang, um protagonista deste movimento, é um ativista do movimento que busca fortalecer o Hospital Azambuja. Quem ganha é a população. Segunda-feira (7), o empresário esteve na coletiva de imprensa orquestrada pela instituição hospitalar e trouxe sua visão: “Ficamos impressionados com a demanda e precisamos aumentar nosso trabalho. Após o advento do Covid, precisamos nos preparar. Queremos mais leitos para não deixar ninguém esperando”, garante.
Gelada
Urupema, na serra catarinense, que ostenta o título de cidade mais fria do Brasil, ganhou mais um dado suplementar na sua biografia: se tornou a mais fria do país em 2025 ao atingir a primeira temperatura negativa no ano, -0,2, recentemente, aferida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC.
Medida acertada
Uma das medidas oficiais de âmbito nacional mais acertada dos últimos tempos foi a que limitou o uso do celular nas salas de aula. Numa audiência pública na Assembleia Legislativa, seus inúmeros participantes concordaram quase unanimemente com a restrição, porém alertando para a importância do uso de tecnologia na educação. A lei prevê exceções e permite seu uso em sala para fins pedagógicos e em casos de emergências.
Contas em dia
No Balanço Geral de 2024 entregue ao Tribunal de Contas do Estado, o governador de SC destaca que o Estado está com todas as contas em dia e as despesas sob controle, o que garante investimentos em obras, programas, políticas públicas e serviços voltados ao atendimento das necessidades da população catarinense. Nenhum governador de anos recentes ousou dar e provar tais garantias. Não deixa de ser uma boa e saudável novidade.
Escala 6x1
Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, diz que os catarinenses, gaúchos e paranaenses são os que menos aprovam a proposta de redução da jornada máxima de trabalho no país, atualmente de 44 horas semanais, com escala de seis dias de trabalho e um de descanso: 36% ante 56% a favor. Os nordestinos são os que mais aprovam: 74%. Na média nacional a proposta tem apoio de 65% e 27% contrários.
Integração: indústria e comércio
A relação entre indústria e comércio é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das cidades do Vale do Itajaí Mirim. Essa sinergia cria um ciclo virtuoso que impulsiona a região como um importante polo produtivo, beneficiando tanto os setores empresariais quanto a população local. A base econômica da região possui uma economia diversificada, como indústrias de destaque nos setores têxtil, metalmecânico, plástico e de tecnologia, além de um comércio forte e dinâmico. Esse cenário é resultado de décadas de desenvolvimento, onde o espírito empreendedor e a busca por inovação moldaram um ecossistema propício à geração de empregos e renda. A Fiesc (Federação das Indústrias) segue comprometida com o fortalecimento dessa relação, apoiando iniciativas que promovam a capacitação, a renovação e a expansão dos negócios na região. O futuro do Vale do Itajaí Mirim depende da união desses setores, garantindo que a indústria e o comércio sigam caminhando juntos rumo a um desenvolvimento cada vez mais expressivo.
MST x MCT
Em postagem em rede social, o governador de SC anunciou a criação, no Oeste de Santa Catarina, do Movimento dos Trabalhadores com Terra (MCT) em oposição ao Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), ainda forte na região, com prenúncios de invasões por estes dias para marcar a passagem do “Abril Vermelho”. “Se eles invadirem, o bangu vai roncar”, diz o vídeo, acrescentando que os invasores serão retirados em 24 horas, com aval da Justiça. Encerra o filme afirmando que se os sem-terra querem terra, “que as conquistem com suor”.
Indo pelo ralo
Através de seus deputados e senadores, o Congresso Nacional enviou R$ 4,48 bilhões a Estados e Municípios, de emendas parlamentares, somente no primeiro semestre de 2024, mas até hoje só houve prestação de contas de pequena parte dos gastos. Apenas R$ 627 milhões. Os outros R$ 3,8 bilhões ainda estão no limite, ou seja, não se sabe (ou se sabe?) como foram investidos. Dentre eles R$ 105 milhões para SC. Socorro!
Confissões
Fora da Globo desde 2020 e em cartaz no momento com a peça “O casal mais sexy da América”, a atriz Vera Fischer mantém sua imagem em alta com confissões inusitadas. Na de agora, feita no programa “Sem Censura”, da estatal TV Brasil, disse que por pouco não foi expulsa do Colégio Sagrada Família, de Blumenau, quando adolescente, em 1960, por fazer uma redação sobre os Beatles, com frases transparecendo sexo, drogas, LSD e uma viagem fictícia com a banda inglesa. O texto passou a circular entre os alunos do colégio, até chegar às mãos das freiras, que chamaram seus pais, luteranos e conservadores, para uma conversa. Justificou a eles que lia bastante e era “moderna”. E a vida dela seguiu adiante.
Banda Etílicos e Sedentos
A banda brusquense Etílicos e Sedentos anunciou o fim das atividades após 19 anos de carreira. O anúncio foi feito no Instagram da banda dia 7 último. O grupo já realizou mais de 300 shows e estava na ativa lançados cinco álbuns, 11 clipes e mais de 60 músicas. Na mensagem de despedida, a banda afirma que mantém o sentimento de dever cumprido em todo o tempo de estrada. A banda pretende fazer um show de despedida ainda este ano. A data e o local ainda não foram divulgados.
Defesa da Facisc
Em nota divulgada á imprensa, a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) tomou posição clara, pedindo que governo do estado aumente o ICMS sobre importações realizadas por plataformas online. A medida tem como finalidade proteger as empresas catarinenses, especialmente os setores têxtil e confecção, que enfrentam concorrência desigual com gigantes internacionais. Atualmente, Santa Catarina cobra 17% de ICMS sobre compras internacionais feitas online. Desde o início do mês, 10 estados brasileiros passaram a cobrar 20%: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. A Facisc argumenta que, sem um ajuste na política tributária estadual, SC pode perder ainda mais espaço para importações, prejudicando a indústria local e o setor produtivo catarinense. Enquanto outros estados estão elevando a taxação, SC mantém uma alíquota menor. Se isso continuar, corremos o risco de incentivar ainda mais as compras externas em detrimento da produção local. Nossa proposta é que o estado também ajuste a alíquota para 20%, para evitar essa migração e fortalecer nossa economia.
Banco da Família
Fundado em 1998, em Lages, o Banco da Família atende clientes em mais de 300 cidades nos três estados do Sul. Em 2024, a instituição liberou R$ 167,5 milhões em crédito, aumento de 41% em relação a 2023. A maior parte do dinheiro: R$ 137,4 milhões, equivalente a 82% do total, foi destinada a pessoas com renda de até três salários mínimos. Para este ano, o Banco da Família projeta um aumento de 24,4% na carteira ativa, o que representa um acréscimo de aproximadamente R$ 50 milhões. O foco estará não apenas na ampliação da oferta de crédito, mas também na intensificação da educação financeira e na capacitação dos agentes de crédito para um atendimento mais especializado.
Se explica
Sob a gestão do baiano Ednaldo Rodrigues, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentou o salário mensal que concede aos presidentes das federações estaduais de R$ 50 mil para R$ 215 mil. Por isso que todos, inclusive o catarinense Rubens Angioletti, fecharam as portas para o ex-craque Ronaldo Nazário, que pretendia disputar o cargo. É por isso também que tais cartolas se perpetuam no poder enquanto nosso futebol, que já foi o maior orgulho dos brasileiros, só colhe vexames.
Máscaras
Certamente vai dar o que falar, principalmente dos negocionistas de plantão, projeto de lei que deve ir a plenário na Assembleia Legislativa, que torna obrigatório o uso de máscara de proteção facial a alunos, professores e funcionários das escolas da rede pública do Estado que apresentem sintomas gripais. O equipamento seria fornecido pelas próprias unidades de ensino. Perguntar não ofende: não seria melhor incentivar todos a tomar a vacina, que é de graça extremamente eficiente?
Desafio de inovação
A empresa Irmãos Fischer, de Brusque, conquistou o primeiro lugar no Desafio de Desenvolvimento e Inovação da Academia de Negócios da Fiesc. A premiação é resultado da participação no curso de extensão “Desenvolvimento de Produtos Inovadores para a Neoindustrialização – DPIN Fomento”, que teve duração de seis meses e contou com o apoio do BRDE. Segundo a direção da empresa, o reconhecimento é fruto do empenho e da capacidade do time de pensar além do convencional. Inovação está no DNA da Fischer.
SC Day
A Federação das Indústrias (Fiesc) anunciou mais uma edição do SC Day, evento focado em divulgar as potencialidades catarinenses. Voltado aos setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas, o SC Day vai acontecer entre 7 e 10 de julho, em Bogotá, na Colômbia, com a presença do governador do Estado. ,
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FOTO: ALFA BILE
Há 15 anos, quando recebeu sua primeira atracação, o Porto Itapoá iniciava uma trajetória que o transformaria em um dos principais ativos logísticos do Brasil. Hoje, gerando mais de 2 mil empregos diretos, o porto ocupa a terceira posição nacional em movimentação de contêineres e figura entre os que mais crescem no País. Além disso, registra dez anos consecutivos de liderança em satisfação de clientes (índice NPS – Net Promoter Score) no setor portuário brasileiro. O CEO Ricardo Arten, com 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, explica nesta entrevista como o Porto Itapoá pretende tornar-se o maior terminal de contêineres da América do Sul.
O Porto Itapoá já é o terceiro maior terminal de contêineres do Brasil. Qual é a visão de longo prazo da empresa?
Temos uma visão muito clara: ser o maior, o mais eficiente e o mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Temos um planejamento estratégico estruturado para alcançar esse objetivo. Investimos cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações e estamos discutindo a quinta fase de expansão, que deve elevar nossa capacidade de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.
O que o diferencia dos demais terminais brasileiros nessa trajetória de crescimento?
O principal é a capacidade de expansão. Itapoá ainda possui áreas disponíveis para crescimento, algo que já não existe em polos como Santos, Itajaí, Navegantes ou Paranaguá. A segunda vantagem é a velocidade com que conseguimos executar projetos estratégicos. A dragagem da Baía da Babitonga para 16 metros de profundidade (fruto de Parceria Público-Privada inédita envolvendo o Porto Itapoá e o Governo do Estado) está avançando e permitirá receber navios maiores e mais eficientes. Em outros portos, projetos semelhantes vêm sendo discutidos há muitos anos sem a mesma velocidade de execução. Investimos continuamente em automação, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. Nosso objetivo é aumentar a produtividade, movimentar mais carga com a mesma estrutura mantendo o alto nível de eficiência. Além disso, temos uma visão integrada de infraestrutura. Não basta ampliar o terminal se não houver acessibilidade para escoar a carga.
Quais são os gargalos logísticos que precisam ser superados para sustentar o crescimento?
Estamos trabalhando junto ao Governo de Santa Catarina para viabilizar a duplicação das rodovias que conectam o porto à BR-101, especialmente as SCs 416 e 417. Esses investimentos beneficiam não apenas o Porto Itapoá, mas também a mobilidade urbana, o turismo e toda a economia regional. A dragagem da Baía da Babitonga é um dos projetos mais importantes, pois vai nos permitir receber navios de até 366 metros carregados em sua capacidade máxima. Também defendemos fortemente a implantação de uma ligação ferroviária ao porto. O ramal já está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT). A ferrovia será fundamental para reduzir congestionamentos, aumentar a eficiência logística e complementar a infraestrutura rodoviária.
Qual será o impacto econômico do aprofundamento do canal para Santa Catarina?
Cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Como estamos ampliando em dois metros, isso representa cerca de 130 mil contêineres adicionais por mês. Em termos anuais, estamos falando de uma capacidade potencial de aproximadamente 1,5 milhão de contêineres a mais. É uma oportunidade gigantesca para a indústria catarinense ampliar exportações e importações com mais eficiência. Além disso, cada contêiner movimentado gera R$ 10 mil na cadeia logística.
Como o porto pode mudar sua posição estratégica nas rotas marítimas após a dragagem?
Teremos condições de receber navios de grande porte que hoje fazem a primeira escala no Porto de Santos. Isso nos permitirá disputar a condição de first call em Santa Catarina e também assumir um papel de porto concentrador, um hub port. Poderemos receber navios transoceânicos e redistribuir cargas para outros portos do Sul da América do Sul por meio de embarcações menores, ampliando a relevância logística do Estado.
Na sua avaliação, qual é o peso da logística para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina?
Eu destacaria três fatores para atração de investimentos. O primeiro é a política de incentivos e a capacidade do Estado de manter um ambiente competitivo para os negócios. O segundo é a disponibilidade de mão de obra qualificada. E o terceiro é justamente a eficiência logística. Uma empresa avalia o custo, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia logística antes de decidir onde investir. Nesse aspecto, Santa Catarina tem vantagens importantes, especialmente quando comparada a outras regiões do País.
Como o porto se prepara para manter a competitividade com fim de incentivos e aumento da concorrência?
O caminho é aumentar continuamente a eficiência, pois quando a logística funciona muito bem ela se torna um diferencial competitivo capaz de compensar mudanças de cenário. A eficiência operacional tem sido decisiva para atrairmos novos clientes. Um exemplo é o da proteína animal bovina produzida no Centro-Oeste. Historicamente, essa carga utilizava o Porto de Santos, mas hoje parte dela está vindo para Itapoá. São cargas que percorrem centenas de quilômetros a mais por rodovia para chegar até Santa Catarina. Isso acontece porque os embarcadores valorizam a disponibilidade operacional, a oferta de infraestrutura e a previsibilidade logística. Também recebemos cargas como celulose e algodão vindas do Centro-Oeste. Estamos conquistando cargas que antes eram consideradas cativas de outros portos.
O porto atende quais segmentos da indústria catarinense, e como contribui para a competitividade do setor?
Atendemos a praticamente todos os segmentos da indústria catarinense. Na exportação, temos uma atuação muito forte com as cadeias de carne suína e de frango e ampliamos continuamente nossa infraestrutura, especialmente com o aumento da capacidade para contêineres refrigerados. Na importação, recebemos matérias-primas e insumos essenciais para a indústria, como cobre, produtos químicos, componentes automotivos e diversos insumos industriais. Mas o porto entende que sua missão vai muito além da movimentação de contêineres. Nossa função é contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e da economia catarinense. Temos trabalhado junto aos governos para viabilizar investimentos em acessos rodoviários, infraestrutura marítima e, futuramente, ferroviária. Ao mesmo tempo, buscamos atuar de forma social e ambientalmente responsável. Quando ampliamos capacidade e eficiência, quem ganha são os exportadores, os importadores, os trabalhadores e toda a indústria de Santa Catarina.


O Porto de Imbituba encerrou setembro de 2026 com o melhor desempenho mensal do ano, registrando 697 mil toneladas de cargas movimentadas e 34 atracações de embarcações. No acumulado de janeiro a setembro, o Complexo Portuário superou 5,9 milhões de toneladas movimentadas, distribuídas em 264 atracações.
Para o diretor-presidente dos portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, os resultados demonstram a capacidade do Complexo Portuário de atender às demandas do mercado e fortalecer sua contribuição para a economia regional e nacional.
“Os números de setembro demonstram a força operacional do Porto de Imbituba e o trabalho contínuo para ampliar nossa eficiência, diversificar as cargas e fortalecer nossa posição estratégica na logística nacional. Seguimos comprometidos com o desenvolvimento do Complexo Portuário, a atração de novos negócios e a geração de oportunidades para Santa Catarina”, destaca Christiano Lopes.
Importações crescem 9% no acumulado do ano
No período de janeiro a setembro de 2026, as exportações representaram 37% das cargas movimentadas no Porto de Imbituba, totalizando mais de 2,17 milhões de toneladas. O volume corresponde a uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os destaques dos embarques estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.
As importações, por sua vez, responderam por 45% da movimentação total, alcançando 2,67 milhões de toneladas e registrando crescimento de 9% na comparação com os nove primeiros meses de 2025.
Na comparação entre agosto e setembro deste ano, as exportações apresentaram queda de 4,9%, com destaque para cargas de hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. Já as importações cresceram 12% no mesmo intervalo, refletindo a diversidade das cadeias produtivas atendidas pelo porto.
Cabotagem e transbordo ampliam participação logística
As operações de cabotagem, que compreendem embarques e desembarques entre portos nacionais, movimentaram mais de 80 mil toneladas em setembro, registrando aumento de 25,2% em relação a agosto. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 14,1%.
O transbordo também apresentou avanço expressivo. No acumulado de 2026, foram movimentadas 361 mil toneladas, volume superior em mais de 600% ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Granéis sólidos lideram movimentação e contêineres crescem 55,8%
Os granéis sólidos seguem na liderança das operações portuárias, com 4,11 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2026, o equivalente a 70% do volume total. Entre os principais produtos estão coque de petróleo, hulha betuminosa, barrilha, ferro gusa, sal e farelo de milho.
O segmento de contêineres também registra expansão significativa. Com 1,5 milhão de toneladas movimentadas entre janeiro e setembro, a categoria representa 26% do total e apresenta crescimento de 55,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho sinaliza a ampliação da participação de cargas de maior valor agregado e a diversificação das operações portuárias.
Já a carga geral respondeu por 4% da movimentação, com mais de 233,1 mil toneladas no acumulado do ano. O volume representa aumento de 6,2% em relação aos nove primeiros meses de 2025 e reforça a capacidade do porto de atender a diferentes perfis de mercadorias e demandas logísticas.
Impacto econômico e perspectivas de expansão
Além dos resultados operacionais, o Porto de Imbituba contribui para o desenvolvimento socioeconômico da região por meio da geração de empregos diretos e indiretos e do fortalecimento dos setores de serviços, transporte e comércio. Projetos de integração entre o porto e a cidade também avançam, com foco em um desenvolvimento urbano sustentável e conectado à atividade portuária.
Comércio exterior supera US$ 1,53 bilhão
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 1,53 bilhão entre janeiro e setembro de 2026. O montante representa crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado reforça a relevância do Porto de Imbituba para a balança comercial catarinense e brasileira, consolidando sua atuação como infraestrutura estratégica para o escoamento da produção, o abastecimento da indústria e a integração de Santa Catarina aos mercados nacionais e internacionais.
Comunicação Social dos Portos de Imbituba e Laguna






A área de telecomunicação brasileira deverá seguir novas regras para identificar e bloquear chamadas e mensagens telefônicas com o objetivo de combater fraudes e reduzir o número de ligações abusivas.
Medida provisória publicada nesta terça-feira (13) determina que as operadoras autentiquem as chamadas feitas em suas redes. As ligações que não passarem por esse processo poderão ser bloqueadas antes de chegar ao destinatário, conforme regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Outra novidade é a identificação de chamadas feitas por empresas. Nesses casos, o usuário poderá visualizar o nome empresarial e, quando houver, o logotipo da organização responsável pela ligação.
Anatel
Para viabilizar o sistema, a medida cria uma base nacional de dados de recursos de numeração, sob supervisão da Anatel, com informações sobre titulares de números telefônicos e empresas.
A norma também prevê medidas contra o uso abusivo da telefonia. Usuários que fizerem grande volume de chamadas com características consideradas suspeitas poderão ter bloqueada, por 15 dias, a capacidade de originar ligações.
A Anatel terá 60 dias para regulamentar as novas regras. O descumprimento das determinações poderá resultar na aplicação das sanções previstas na Lei Geral de Telecomunicações.


A inadimplência das famílias catarinenses recuou pelo quarto mês consecutivo em setembro e atingiu o menor nível desde 2022. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 22,2% em agosto para 20,6% no mês passado, uma redução de 1,6 ponto percentual. O índice também ficou bem abaixo da média nacional, de 29,6%.
Além da redução da inadimplência, também caiu a parcela das famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, de 8,7% para 8,0%. O endividamento, por sua vez, permaneceu praticamente estável, passando de 78,4% para 78,5%. Apesar de estar 8,5 pontos percentuais acima do registrado em setembro de 2025, o indicador catarinense segue abaixo da média nacional, de 81,7%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, os resultados são positivos, mas precisam ser analisados diante de um cenário econômico ainda desafiador. “Os dados são positivos, especialmente pela sequência de queda da inadimplência e pela melhora na capacidade de pagamento das famílias. Mas o contexto macroeconômico ainda é difícil, principalmente por conta dos juros altos. Além disso, o resultado eleitoral pode influenciar o cenário econômico e as decisões de consumo e investimento nos próximos meses”, afirma.
A pesquisa mostra, contudo, que a redução da inadimplência não ocorre de maneira uniforme entre as famílias. Entre aquelas que ainda possuem contas em atraso, 44,2% estão há mais de 90 dias sem pagar, percentual que era de 38,6% em setembro de 2025. Além disso, 38,8% afirmam que não conseguirão quitar as dívidas em atraso, ante 29,6% um ano antes. O quadro é mais acentuado entre as famílias de menor renda: entre aquelas que recebem até 10 salários mínimos, 25,1% têm contas atrasadas e, desse grupo, 53,2% estão há mais de três meses sem pagar.
Outro destaque da pesquisa é a mudança no perfil das dívidas. Embora oito em cada dez famílias catarinenses tenham algum compromisso financeiro, a parcela que se considera muito endividada caiu para 9,4%, praticamente metade dos 19,2% registrados em maio. Ao mesmo tempo, as famílias pouco endividadas representam 49,4% do total, contra 37,4% em maio.
O comportamento das modalidades de crédito ajuda a explicar o cenário. O cartão de crédito continua sendo a principal dívida entre as famílias endividadas, presente em 69,9% dos lares, mas apresentou queda de 19,9 pontos percentuais em 12 meses. Também recuaram os carnês, de 30,7% para 21,4%, e o uso do cheque especial, de 7,0% para 2,9%.
Em contrapartida, ganharam espaço modalidades de prazo mais longo e com parcelas previsíveis, como o financiamento de carro, que passou de 13,2% para 17,3%, e o crédito consignado, que avançou de 6,3% para 11,4%. Segundo a análise da Fecomércio SC, esse movimento ajuda a explicar a combinação de aumento do endividamento com queda da inadimplência: as famílias estão assumindo dívidas mais longas, mas aparentemente de forma mais organizada e menos sujeita a atrasos.
A PEIC é elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com análise e elaboração do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC.
Texto por Comunicação Fecomércio.
A indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países, segundo levantamento da Federação das Indústrias (FIESC). Em 2025, as vendas externas somaram US$ 817,2 mil.
A atividade emprega 692 trabalhadores em 13 municípios. Blumenau concentra metade dos postos de trabalho, com 347, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.
A produção catarinense abrange diferentes tipos de produtos, de brinquedos de madeira, carrinhos e quebra-cabeças a jogos educativos e artigos de entretenimento eletrônico.
Produtos catarinenses chegam ao exterior
Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais destinos das exportações catarinenses de brinquedos e artigos relacionados em 2025, concentrando 78,8% das vendas externas.
Os brinquedos e jogos diversos, que incluem carrinhos, conjuntos para montar, quebra-cabeças e produtos de madeira, representaram 89,4% do valor exportado pelo Estado no segmento.
Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de consoles e máquinas de jogos de vídeo somaram US$ 301,1 mil, superando os US$ 298,2 mil registrados por brinquedos e jogos diversos.
Texto por Gerência de Comunicação Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC.








Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Menos inadimplência
O mês de agosto foi de melhora nas finanças familiares em SC. A inadimplência recuou para 22,2%, com queda de 1,4 ponto percentual frente ao mês anterior e média menor do que a nacional, que subiu e ficou em 29,9%. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Fecomércio SC. Mas também no mês de agosto, o total de famílias com dívidas a pagar chegou a 78,4%, uma alta de 1,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior e 6,9% mais do que no mesmo mês de 2025. Os dados da pesquisa mostram que o consumidor de SC está comprando mais, mas vem conseguindo melhorar a gestão financeira. O presidente da Fecomércio no estado, acredita que a inadimplência está retrocedendo para a média histórica de 22% das famílias com atraso nas contas.
Visão otimista
O leilão da concessão por 35 anos do Centrosul foi um sucesso e um excelente indicativo da visão que o mercado tem sobre Florianópolis. Os investidores estão dizendo, com dinheiro, que acreditam em bons negócios na capital para as próximas décadas. O lance final de R$ 31,5 milhões, com ágio de 90,9%, deu a vitória à DMDL, de São Paulo. Caso fosse um negócio ruim, a empresa, que tem experiência na administração de estádios de futebol, estruturas de Fórmula 1 e da COP30, não entraria. O espaço será ampliado em 25% e passará por retrofit. Uma orla gastronômica à beira-mar será criada e o estacionamento melhorado. A conexão com o mar é o óbvio ululante que jamais foi feito.
Fim das bets
O presidente editou Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos on-line, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei. Com a medida, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país.
Galinha Pintadinha
A Galinha Pintadinha ganhou um novo endereço e, desta vez, fora das telas. O Beto Carrero World, em Penha, inaugurou uma vila dedicada exclusivamente à personagem. A novidade é fruto de um investimento de R$ 50 milhões e marca a primeira área do parque concebida especialmente para a primeira infância. O local reúne brinquedos, espetáculos, encontros com personagens, cenografia, paisagismo, música, loja e alimentação temática. Um dia antes de abrir ao público, a Vila Galinha Pintadinha recebeu convidados especiais, como a influenciadora Ana Paula Justus Sieber, casada com empresário Roberto Justus. Ela veio a SC, estado natal, acompanhada da filha Vick.
Prêmio Melhores e Maiores
A Havan foi reconhecida como a melhor empresa de premiação foi realizada de Atacado e Varejo do Brasil na 53ª edição do Melhores e Maiores 2026, promovida pela revista Exame. A cerimônia em São Paulo, com a presença do empresário Luciano Hang. A premiação reuniu 1.000 empresas em 15 categorias e, neste ano, ocorreu um momento importante para a Havan, que completa 40 anos de história. Fundada em 1986, em Brusque, a empresa deve alcançar 200 megalojas em 2026 e conta atualmente com 25 mil colaboradores.
Índice de Retorno
Vale apena pagar impostos em SC? Talvez sim, conforme estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que cruzou a carga tributária e o Índice de Desenvolvimento Humano para criar o Índice de retorno ao Bem-Estar da Sociedade. O estudo revela que os contribuintes de SC, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os que tem os maiores retornos pelos impostos que pagam.
Crime disseminado
Estudo inédito feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), assusta. Revela que a presença e os impactos do tráfico de drogas já alcançam pelo menos 83% das 5.569 cidades brasileiras. Quanto a SC, a realidade não é diferente: 74% dos 295 municípios são praças de consumo e agora funcionam como rotas alternativas de escoamento de substâncias ilícitas. Cidades pequenas, sem maior efetivo policial, viram alvo fácil para montagem de pontos de venda e para recrutamento de jovens pelo crime organizado.
Laboratório Hoffmann em BC
O Laboratório Hoffmann inaugurou sua primeira unidade em Balneário Camboriú, na semana passada. A chegada à cidade marca um novo capítulo na história do laboratório, fundado em Brusque em 1990, pelo farmacêutico-bioquímico Germano Hoffmann Filho. Atualmente, a empresa é presidida por Aliani Baungart Hoffmann, anfitriã do evento de inauguração. À noite, reuniu médicos, profissionais da saúde, influenciadores, parceiros e autoridades.
Nos trilhos
O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) está anunciando a contratação de uma consultoria técnica para realização de um diagnóstico sobre a Malha Sul Ferroviária, abrangendo SC, Paraná e Rio Grande do Sul, contrapondo-se ao espantoso projeto apresentado pelo governo federal. O contrato, formalizado por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, estabelece um prazo de até 10 meses para conclusão dos estudos. Um detalhe que chama atenção no projeto federal, certamente feito por tecnocratas de gabinete refrigerado, é que ele pouco atende a expectativas da região. Não só porque em nenhum momento os governos estaduais foram ouvidos, mas principalmente pelo fato de o modelo não contemplar nenhuma integração com os portos.
Promiscuidade
A capa da revista Veja, edição recente, traz uma reportagem com mensagem que mostram a amizade entre Davi Alcolumbre e Daniel Vorcaro. O inconfiável presidente do Congresso, que chegou a negar até conhecer o ex-banqueiro, faz grandes elogios a ele, como chamar de “irmão” e “meu amor”, é citado nas conversas como parte ativa de articulações política e festas privadas. Quanta promiscuidade!
Inflação elevada
O mercado financeiro elevou a expectativa para a inflação e reduziu a estimativa de crescimento da economia em 2026. Os dados constam do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,92% para 4,99%. Para 2027, a estimativa sobe de 4,3% para 4,31%, enquanto para 2028 foi mantida em 3,9%. As estimativas inflacionárias ocorrem após a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial. O índice ficou em 0,7% em setembro, depois de registrar deflação de 0,4% em agosto.
PIB
A previsão para o crescimento da economia caiu pela terceira semana consecutiva. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,88% para 1,86% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas, segundo o Focus, era de que a economia do país cresceria 1,92%. Para 2027, a expectativa passou de 1,43% para 1,41%. Já a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu estável. O mercado projeta a taxa de 13,5% ao ano no fim de 2026. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.
Sites de apostas
A proibição total dos sites de apostas, determinada pelo Presidente da República, está causando muito impacto nos clubes de futebol, que recebiam centenas de milhões. De SC o clube mais prejudicado é a Chapecoense, que deixará de receber R$ 10 milhões, em contrato com a marca Zero Um. É quase nada diante do Flamengo, que ficará sem R$ 285 milhões.
Gôndola
Uma das notícias econômicas mais importantes do último final de semana foi a compra, pelo Grupo Pereira, de SC, dono da rede de supermercados Fort Atacadista, de 21 lojas do francês Carrefour, líder do varejo de supermercados no País e sétima maior em faturamento. O valor não foi divulgado, mas estimativas do mercado dizem ser algo em torno de R$ 360 milhões. Das unidades vendidas, 15 estão localizadas no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal.
Confeitaria Bartz
Após a morte do proprietário Anibal Bartz, em agosto, a tradicional Panificadora Bartz, em Brusque, não deve retomar as atividades, segundo fontes da família. O estabelecimento localizado na avenida Otto Renaux, está fechado há mais de um mês. Com décadas de história no município, a confeitaria se tornou conhecida pela gastronomia de inspiração alemã e pelas receitas que conquistaram gerações de moradores.
Reprovação “suprema”
Dentre dezenas, duas pesquisas se destacaram, quando foram divulgadas, ambas do Datafolha. A primeira de que o STF bateu recorde de reprovação, com 47% de ruim ou péssimo. A outra de que o trabalho dos senadores e deputados federais é considerado ruim ou péssimo por 37% dos eleitores brasileiros. No recorte para a região Sul, a avaliação dos catarinenses, gaúchos e paranaenses chega a 36%, contra 41% no Sudeste.
Impacto
É importante a informação da Federação das Indústrias de SC de que a atividade econômica de Santa Catarina registrou um recuo de 1,3% em julho na comparação com junho. A entidade explica que a retração se deve ao elevado nível de comprometimento da renda das famílias, combinado ao ritmo lento de queda da taxa básica de juros. Entre os setores acompanhados, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 1,2% e o de serviços recuou 0,9%.
Startups
Florianópolis não é só a Capital Nacional das Startups. Suas 12,6 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, a maior densidade entre as capitais brasileiras. Levantamento do Observatório de Inovação de Florianópolis mostra que a cidade se consolidou como a capital brasileira com maior participação do setor de tecnologia em seu Produto Interno Bruto (PIB). São expressivos 21% de toda a riqueza gerada no município proveniente do setor de TI. A cidade também ocupa a quinta posição nacional em geração de empregos de tecnologia, com 44,8 mil vagas formais em 2025 e é a décima maior em faturamento absoluto, alcançando R$ 14 bilhões no ano, um crescimento de 9,4% em relação a 2024, o aumento mais expressivo dos últimos anos.
Analfabetismo
Novos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que SC registra queda na taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais. Saiu de 1,9% em 2024, para 1,5% em 2025. No país é de 4,9%.
Portallar
Fundada em Brusque em 2010, a Portallar é referência na produção de roupas de cama em malha e tecido plano, presente em redes como Havan, Carrefour, Riachuelo e Amazon. Com estrutura de 22.900 m2 e mais de 250 colaboradores, a empresa é licenciada oficial Disney e Marvel, unindo conforto e o encanto de marcas mundialmente reconhecidas. Sempre com portfólio em expansão, recentemente integrou a Sanrio, licenciada da Hello Kitty e seus amigos. Além das estampas infantis, a Portallar desenvolve roupas de cama em malha e percal visando o conforto no dia a dia e durabilidade. Seja para cama de solteiro, casal, queen ou king, oferece uma ampla variedade de cores, estampas, gramaturas e tecidos, conforme a preferência do cliente.
Mètre e MH7
Fundada em 2019, a Mètre Construtora e Incorporadora nasceu respeitada por mais de 25 anos de atuação de seus fundadores no setor. Com presença em Brusque e Porto Belo, desenvolve empreendimentos residenciais em que arquitetura, conforto e atenção aos acabamentos fazem parte da forma de pensar cada projeto. Em Brusque, o Residencial Roya se aproxima da conclusão, com entrega prevista para dezembro de 2026. Localizado no Centro da cidade, o empreendimento reforça a atuação da Mètre em projetos voltados à moradia e à qualidade dos espaços. Em Porto Belo, as 17 casas da Mètre no Vivapark ampliam esse olhar para a arquitetura residencial.
Poder do MPU
O Supremo Tribunal Federal validou trechos da Lei Orgânica do Ministério Público da União que garantem a seus procuradores e promotores o poder de requisitar informações, documentos, perícias, laudos e exames, além da realização de serviços temporários de outros órgãos da administração pública. A ação contra o MPU foi ajuizada pelo governador de SC argumentando que constantes requisições para elaboração de relatórios, laudos e perícias em ações ambientais estariam atrapalhando o trabalho do Instituto de Meio Ambiente (IMA-SC). Mais que isso, o governador reclama também que para atender tantos pedidos, o MPU exige também servidores e meios matérias do Estado.
Cenário
Se o governo estadual cobrasse direito de imagem da ponte Hercílio Luz faturaria uma boa grana. A toda hora é filmada ou é pano de fundo para publicidade, principalmente. Esta semana um dos cartões-postais mais icônicos de SC compôs o cenário para a nova etapa da campanha de uma nova bebida consumida em todo o país.





